terça-feira, 22 de junho de 2010

A origem do Jiujitsu

O jiu-jitsu ou jiu-jítsu, também conhecido pelas grafias jujutsu ou ju-jitsu (em japonês 柔術, transl. , "suavidade", "brandura", e jutsu, "arte", "técnica"[1] (jiu jitsu é a denominação da arte e jiu "jutsu" é a denominação da arte de guerra)é uma arte marcial japonesa que utiliza alavancas e pressões para derrubar, dominar e submeter o oponente, tradicionalmente sem usar golpes traumáticos, que não eram muito eficazes no contexto em que a luta foi desenvolvida, porque os guerreiros (bushi) usavam armaduras.

No Japão, o termo judô foi usado para se diferenciar do antigo jiu-jitsu, quando Jigoro Kano desenvolveu um método esportivo reunindo as técnicas menos perigosas do jiu-jtsu. Os ideogramas Kanji japoneses de Jiu jitsu, podem receber diferentes pronúncias. O ideograma "jiu" de jiu-jitsu (柔術) e "ju" de judô (柔道), são na verdade o mesmo.

Mitsuyo Maeda o Conde Koma, foi praticante e estudioso do antigo jiu-jtsu e ao visitar a escola Kodokan finalizou por ippon 8 faixas preta em sequência, tornando-se faixa preta(3dan) no estilo Kodokan, que conhecemos hoje como judô.

O Judo Kodokan é um estilo forte hoje em dia, devido às ligações políticas de Jigoro Kano, mas no início, os lutadores do estilo Kosen (estilo com enfoque em Newaza, técnicas de chão) foram superiores nos campeonatos, fazendo com que as regras fossem mudadas para que não fossem mais permitidos os golpes no chão.

Maeda foi incumbido de levar o judô para algumas partes do mundo chegando nos EUA e Brasil.

Em suas lutas pelo mundo, sempre aprendia e incorporava técnicas ao seu estilo, e também lutava em exibições, motivo pelo qual foi expulso da Kodokan. Entretanto, com a popularidade do jiu-jitsu, algumas fontes o citam como judoca kodokan no intuito de desmerecer o Gracie JiuJitsu.

Todas as formas de Arte marcial japonesas atuais são "restauradas" tendo em vista que seus idealizadores foram contemporâneos, como Jigoro Kano (Judo), Morihei Ueshiba (Aikidô)e outros mais novos como mestre Oyama (kiokushin). Estes estilos foram fundados por volta de 1900 como produtos de exportação do Japão para os gaijin, sendo então estilos desmembrados e deslocados dos contextos antigos, para ensinar técnicas isoladas, uma maneira de não perder a hegemonia nas artes marciais.

Basicamente usa-se a força (própria e, quando possível, do próprio adversário) em alavancas, o que possibilita que um lutador, mesmo sendo menor que o oponente, consiga vencer. No chão, com as técnicas de estrangulamento e pressão sobre articulações, é possível submeter o adversário fazendo-o desistir da luta (competitivamente), ou (em luta real) fazendo-o desmaiar ou quebrando-lhe uma articulação.

História

A história mais divulgada de praticamente todas as artes marciais orientais se insere na mesma tradição lendária da origem do Zen, ao qual se pretende que estas artes marciais estejam ligadas em sua origem: o Zen teve origem na Índia, através da difusão feita por missionários budistas saídos desta região e, nesta linha, se chega à figura lendária de Bodhidharma, indiano que teria sido o 28º patriarca do Zen, fundador do Mosteiro Shaolin, na China, de onde se teriam originado os estilos do kung fu (Wu Shu), exportados para o resto do Oriente nesta clara tentativa de ligar todas as artes marciais orientais a esta lendária origem comum com a origem do Zen.[carece de fontes?]

Mas se mesmo esta origem do Zen, na literatura especializada no assunto, é vista pelos estudiosos sérios, como Allan Watts, como tentativa piedosa de traçar uma ligação contínua da tradição com a origem remota na figura do Buda, com muito mais razão o estudioso sério de artes marciais deve ser alertado para o perigo de aceitar a Índia ou mesmo a China como "origem" de todos os estilos de luta oriental.

Segundo um especialista do quilate de Donn Draeger, Ph D em Haplologia e especialista em Artes Marciais orientais, “o jujutsu em si é produto japonês”. Para ele, atribuir ao Jiu jitsu origem mesmo chinesa (sobre a “origem indiana” ele nem cogita) é o mesmo que atribuir ao inventor da roda o desenvolvimento dos carros modernos... (Donn F. Draeger. Classical Budo. p. 113). Mesmo numa obra escrita por autores da família Gracie, como o livro de Jiu jitsu do Royce e do Renzo Gracie, vemos uma discussão mais realista sobre esta questão das origens do Jiu-jitsu.

Antigamente havia vários estilos de jiu-jitsu, e cada clã tinha seu estilo próprio. Por isso o jiu-jitsu era conhecido por vários nomes, tais como: kumiuchi, aiki-ju-jitsu, koppo, gusoku, oshi-no-mawari, yawara, hade, jutai-jutsu, shubaku e outros.

No fim da era Tokugawa, existiam cerca de 700 estilos de jiu-jitsu, cada qual com características próprias. Alguns davam mais ênfase às projeções ao solo, torções e estrangulamentos, ao passo que outros enfatizavam golpes traumáticos como socos e chutes. A partir de então, cada estilo deu origem ao desenvolvimento de artes marciais conhecidas atualmente de acordo com suas características de luta, entre elas o judô e o aikidô.

O Jiu-jitsu era tratado como jóia das mais preciosas do Oriente. Era tão importante na sociedade japonesa que chegou a ser _ por decreto imperial _ proibido de ser ensinado fora do Japão ou aos não japoneses, proibição que atravessou os séculos até a primeira metade do século XX. Era considerado crime de lesa-pátria ensiná-lo aos não japoneses. Quem o fizesse era considerado traidor do Japão, condenado à morte, sua família perdia todos os bens que tivesse e sua moradia era incendiada. Com a introdução da cultura ocidental no Japão, promovida pelo Imperador Meiji (1867-1912), as Artes Marciais caíram em relativo desuso em função do advento das armas de fogo, que ofereciam a possibilidade de eliminação rápida do adversário sem o esforço da luta corporal. As artes de luta só voltaram a ser revalorizadas mais tarde, quando o Ocidente também já apreciava esse tipo de luta.

Por muito tempo, o Jiu-jitsu foi a luta mais praticada no Japão, até o surgimento do Judô, em 1882. O Jiu-jitsu caiu em desuso e perdeu a sua popularidade quando a polícia de Tóquio organizou um combate entre as escolas mais famosas de Judô e Jiu-jitsu que teve por resultado 12 combates de 15 ganhos pelo Judô e um empate. Desta forma a polícia de Tóquio, que resume a sua eficácia a arte marcial pois não usavam armas, escolheu a prática do Judô, desta forma o Judô ganhou fama e popularidade por todo o Japão. Mas o Jiu-jitsu não foi esquecido nem apagado, a sua prática foi mantida viva por algumas escolas. Nos dias de hoje é difícil encontrar a arte marcial antiga e original do Jiu-jitsu pois sofreu algumas variantes e influencias de outras artes marciais de forma a adaptar-se as novas realidades e necessidades dos praticantes.

As principais escolas japonesas de Jiu-jitsu são as seguintes:

  • Araki-ryu
  • Daito-ryu aiki-jujutsu
  • Hontai Yoshin-ryu
  • Sekiguchi Shinshin-ryu
  • Sosuishitsu-ryu
  • Takenouchi-ryu
  • Tatsumi-ryu
  • Tenjin Shinyo-ryu
  • Yagyu Shingan Ryu
  • Yoshin Ryu

No Brasil

Em 1917, Mitsuyo Maeda, também conhecido como conde Koma, foi enviado ao Brasil em missão diplomática com o objetivo de receber os imigrantes japoneses e fixá-los no país. Sensei da Academia Kodokan de judô, Maeda ensinou Carlos Gracie em virtude da afinidade com seu pai, Gastão Gracie. Carlos por sua vez ensinou a seus demais irmãos, em especial a Hélio Gracie. Neste ponto surgem duas teorias. A primeira alega que Maeda ensinou somente o judô de Jigoro Kano a Carlos, e esse o repassou a Hélio, que era o mais franzino dos Gracies, adaptando-o com grande enfoque no Ne-Waza - técnicas de solo do judô, ponto central do jiu-jitsu esportivo brasileiro. Para compensar seu biotipo, a partir dos ensinamentos de Carlos, Hélio aprimorou a parte de solo pelo uso do dispositivo de alavanca, dando-lhe a força extra que o mesmo não dispunha. A segunda teoria, apoiada pelos Gracies, fala que Maeda era, também, exímio praticante de jiu-jitsu antigo, como Jigoro Kano, e foi essa a arte que ensinou ao brasileiros. Porém, em uma recente entrevista, Hélio Gracie afirma que "Carlos lutava judô", que "Não 'existe' mais Jiu-Jitsu no Japão, e que os lutadores de Newaza japoneses que praticam MMA hoje em dia, são essencialmente Judocas" e finalmente que "Criou o Jiu-Jitsu existente hoje.". É certo que o jiu-jitsu tradicional de muito difere do praticado no Brasil atualmente. Este possui imobilizações, chaves e finalizações que privilegiam mais o uso da técnica em detrimento da força; assemelhando-se bastante ao Judô "Kosen" da época de Jigoro Kano. O Judô existente antes da Segunda Guerra Mundial, ensinado à Mitsuyo Maeda, fora influenciado, como já dito, por muitas escolas e, dentre elas, a "Kosen", que privilegiava o trabalho de solo sem limite de tempo. Tais evidências, acompanhadas pelos clamores de Hélio ao fim de sua vida, enaltecem a probabilidade da teoria de que o Jiu-Jitsu brasileiro surgiu do Judô ser verdadeira.

Em Portugal

Actualmente ainda se pratica o jujutsu associado aos samurais do antigo Japão. Note-se que no caso dessa arte tradicional as palavras ju (flexibilidade, gentil, suave) e jutsu (arte) são diferentes das jiu-jitsu mais utilizadas para classificar o chamado jiu-jitsu brasileiro, criado pelos irmãos Gracie. Crê-se que essa vertente tenha sido propagada na Europa por Minoru Mochizuki.

No caso do jujutsu tradicional são utilizadas armas como o tanto (faca), o tambo (bastão), o kubotan ou kashinobo (semelhante a uma caneta), a tonfa (utilizada pelas forças policiais), o bo (bastão comprido) e a katana, entre outros.

Tendo a vertente de defesa pessoal, militar ou policial compreende técnicas de batimento, projeção, imobilização, controle, estrangulamento e reanimação, além de poder ser combinado com as técnicas de massagem terapêutica (shiatsu ou seitai).

A maior diferença entre os estilos tradicional e brasileiro talvez seja o uso de diferentes armas (bukiwaza) e também uma menor utilização da luta no chão no jujutsu tradicional, sendo que esse utiliza também técnicas de controle como o hojojutsu. Nessa arte também as graduações são diferentes, além de um maior vínculo aos usos e tradições japonesas. A ligação ao mestre é muito forte e são utilizadas com muita freqüências expressões e nomes japoneses no tocante às técnicas.

Graduação

Jiu-jitsu Faixas

  • Branca (permanencia mínima de um ano)
  • Amarela (até 15 anos)
  • Laranja (até 15 anos)
  • Verde (até 17 anos)
  • Azul (Permanência mínina 2 ou 3 anos)
  • Roxa (Permanência mínima 2 anos )
  • Marrom (permanência mínima 1 ano )
  • Preta
  • Coral (Vermelho e preto - Mestre)
  • Vermelha (Grande Mestre)

As graduações podem variar de academia para academia,(mas para passar de graduação precisa de 4 graus em cada faixa) por exemplo:

  • Branco (4 Graus)
  • Azul (4 Graus)
  • Roxa (4 Graus)
  • Marrom (4 Graus)
Adult belt colors (16 and over)
Branca Judo white belt.PNG
Azul Judo blue belt.PNG
Roxa Judo purple belt.PNG
Marrom Judo brown belt.PNG
Preta Judo black belt.PNG
Vermelha Judo red belt.PNG
Junior belt colors (15 and under)
Branca Judo white belt.PNG
Amarela Judo yellow belt.PNG
Laranja Judo orange belt.PNG
Verde Judo green belt.PNG

Estilos praticados no Brasil

Jiu-jitsu de contato

Origem do Karatê

O caratê / karatê[1] (português brasileiro) ou karaté / caraté[2][3] (português europeu) (em japonês 空手, karate, ou 空手道, karate-dō, "caminho da mão vazia"), é uma arte marcial japonesa, desenvolvida a partir do kenpō chinês[4] (em particular o kung fu da China meridional) e de métodos autóctones de lutas das ilhas Ryūkyū.[4] O caratê é predominantemente uma arte de golpes, como pontapés (chutes), socos, joelhadas e cotoveladas e golpes com a palma da mão aberta. Bloqueios de articulações, lançamentos e golpes em áreas vitais também são ensinados, dependendo do estilo. Um praticante de caratê é denominado "carateca" ou "karate-ka".

O caratê é uma forma de budo (武道, caminho marcial), enfatizando as técnicas de percussão atemi waza (como defesas, socos e chutes) ao invés das técnicas de projeções e imobilizações. O treino de caratê pode ser dividido em três partes principais: Kihon, Kata e Kumite.

  • Kihon (基本, "fundamentos") é o estudo dos movimentos básicos.
  • Kata (型, "forma", "padrão") é uma espécie de luta contra um inimigo imaginário expressa em seqüências fixas de movimentos.
  • Kumite (組手, "encontro de mãos") é a luta propriamente dita. Em sua forma mais básica é combinada (com movimentos predeterminados) entre os lutadores para, posteriormente, alcançar o jyu kumite (combate livre ou sem regras). A forma desportiva, ou combate com regras, é conhecida como Shiai-kumite.

    História

    Tanka-tsuba-p1010068 Rama 300.jpg

    Originalmente a palavra caratê era escrita com os ideogramas 空手 ("mãos vazias") se referindo à Dinastia Tang ou, por extensão, a mão chinesa, refletindo a influência chinesa nesse estilo de luta.


    O caratê é provavelmente uma mistura de uma arte de luta chinesa levada a Okinawa por mercadores e marinheiros da província de Fujian com uma arte própria de Okinawa. Seus nativos chamam este estilo de Okinawa-te ("mão de Okinawa"). Os estilos de caratê de Okinawa mais antigos são o Shuri-te, o Naha-te e o Tomari-te, assim chamados de acordo com os nomes das três cidades em que eles foram criados.


    Em 1820 Sokon Matsumura fundiu os três estilos e criou o estilo shorin (pronuncia japonesa para a palavra chinesa shaolin), que é também a pronúncia dos ideogramas 少林 ("pequeno" e "bosque"). O nome shorin foi dado posteriormente, por Choshin Chibana, ao estilo idealizado pelo mestre Mastumura. Entretanto os próprios estudantes de Matsumura criaram novos estilos adicionando ou subtraindo técnicas ao estilo original. Gichin Funakoshi, um estudante de um dos discípulos de Matsumura, chamado Anko Itosu, foi a pessoa que introduziu e popularizou o caratê nas ilhas principais do arquipélago japonês.


    O caratê de Funakoshi teve origem na versão de Itosu do estilo shorin-ryu de Matsumura que é comumente chamado de shorei-ryu. Posteriormente o estilo de Funakoshi foi chamado por outros de shotokan por seu apelido shoto; o kanji kan (館) significa prédio ou construção, e portanto shotokan significa "Prédio de Shoto". O estilo shotokan foi popularizado no Japão e introduzido nas escolas secundárias antes da Segunda Guerra Mundial.


    Como muitas das artes marciais praticadas no Japão, o caratê fez a sua transição para o karate-do no início do século XX. O do em karatê-do significa caminho, palavra que é análoga ao familiar conceito de tao. Como foi adotado na moderna cultura japonesa, o caratê está imbuído de certos elementos do zen budismo, sendo que a prática do caratê algumas vezes é chamada de "zen em movimento". As aulas frequentemente começam e terminam com curtos períodos de meditação. Também a repetição de movimentos, como a executada no kata, é consistente com a meditação zen pretendendo maximizar o autocontrole, a atenção, a força e velocidade, mesmo em condições adversas. A influência do zen nesta arte marcial depende muito da interpretação de cada instrutor.


    A modernização e sistematização do caratê no Japão também incluiu a adoção do uniforme branco (quimono ou karategi) e de faixas coloridas indicadoras do estágio alcançado pelo aluno, ambos criados e popularizados por [Jigoro Kano], fundador do [judô]. Fotos de antigos praticantes de caratê de Okinawa mostram os mestres em roupas do dia-a-dia.

    durante a Segunda Guerra mundial, o caratê tornou-se popular na Coréia do Sul sob os nomes tangsudo ou kongsudo quando a pratica do taekwondo foi proibida pelos japoneses apos sua invasão.

    Graduação

    As artes marciais provenientes do Japão e Okinawa, apresentam uma variedade de títulos e classes de graduações. O sistema atual de graduação de faixas coloridas é o mais aceito; Antes disso, muitos métodos distintos eram usados para marcar os vários níveis dos praticantes. Alguns sistemas, recorriam a três tipos de certificados para seus membros:

  • Shodan ou Shoudan: significando que se havia adquirido o status de principiante.
  • Chudan ou Chuudan: significava a obtenção de um nível médio de prática. Isso significava que o indivíduo estava seriamente comprometido com sua aprendizagem, escola e mestre.
  • Jodan ou Joudan: a graduação mais alta. Significava o ingresso no Okuden (escola, sistema e tradição secreta das artes marciais).

Se o indivíduo permanecia dez anos ou mais junto ao seu mestre , demonstrando interesse e dedicação, recebia o Menkyo, a licença que permitia ensinar. Essa licença podia ter diferentes denominações como: Sensei, Shihan, Hanshi, Renshi, Kyoshi, dependendo de cada sistema em particular. A licença definitiva que podia legar e outorgar acima do Menkio, era o certificado Kaiden, além de habilitado a ensinar, implicava que a pessoa havia completado integralmente o aprendizado do sistema.

O sistema atual que rege a maioria das artes marciais usando Kyu ("classe") e Dan("grau") , foi criado por Jigoro Kano, o fundador do Judô. Kano era um educador e conhecia as pessoas, sabendo que são muitos os que necessitam de estímulos imediatamente depois de haver começado a praticar artes marciais. A ansiedade desse tipo de praticante não pode ser saciada por objetivos a longo prazo.

A graduação no Karaté é importante para indicar o nível de experiencia dos praticantes, e é vista como sinal de respeito para os atletas menos graduados. Para demonstrar a graduação os caratecas usam uma faixa com uma cor na região da cintura. A ordem das cores das graduações variam de estilo para estilo mas como padrão, a faixa iniciante é a de cor branca.

Na classificação de faixas coloridas, Kyu significa classe, sendo que essa classificação é em ordem decrescente. Na classificação de faixas pretas, Dan significa grau, sendo a primeira faixa preta a de 1º Dan, a segunda faixa preta 2º Dan e assim por diante em ordem crescente. Em um plano simbólico, o branco representa a pureza do principiante, e o preto se refere aos conhecimentos apurados durante anos de treinamento.

Abaixo as cores de graduação por estilo:

Graduações Karate-Do

[editar] Goju-Ryu

  • Branco 9º kyu
  • Amarelo 8 kyu
  • vermelha 7º kyu
  • laranja 6º kyu
  • verde5º kyu
  • roxo 4º kyu
  • marrom 3º kyu a 1º kyu
  • Preto 1º Dan a 10º dan ( 10º existe um no mundo inteiro e constitui a entidade máxima)

graduaçao utilizada na Federaçao nacional de Karaté - brasil

Goju-Kai Linhagem de Gogen Yamaguchi (IKGA)

  • Branco 7º kyu
  • Amarelo 6 kyu
  • Laranja 5º kyu
  • Azul 4º kyu
  • Verde 3º kyu
  • Roxa 2º kyu
  • Marrom 1º kyu
  • Preto 1º Dan a 9º dan (o 10º Dan só é legado ao fundador)

Goju-ryu Seigokan

  • Branca (12º Kyu)
  • Branca uma ponta(11° kyu) (para menores de 7 anos)
  • Branca duas pontas (10º Kyu) (para menores de 7 anos)
  • Amarela (9º Kyu)
  • Amarela uma ponta (8º Kyu)
  • Amarela duas pontas (7º Kyu)
  • Verde (6º Kyu)
  • Verde uma ponta(5º Kyu)
  • Verde duas pontas(4º Kyu)
  • Marrom (3º Kyu)
  • Marrom uma pontas(2º Kyu)
  • Marrom duas pontas(1º Kyu)
  • Preta (1º ao 10º Dan)

No Brasil começa-se no 13º kyu e além de faixa Branca uma ponta é utilizada as seguinte faixa:

  • Cinza (12º kyu)
  • Cinza uma ponta (11º kyu)
  • Cinza duas pontas (10º kyu)

Cada país escolhe a melhor forma de colocar as pontas, no Brasil é utilizado pontas pretas como no Japão mas na Europa as pontas são conforme as cores da próxima faixa. Exemplo Amarela uma ponta verde.

[editar] Genseiryu

  • Ao Obi (9° kyu) Blue
  • Ao Obi (8° kyu) Blue
  • Ao Obi (7° kyu) Blue
  • Midori Obi (6° kyu) Green
  • Midori Obi (5° kyu) Green
  • Midori Obi (4° kyu) Green
  • Murasaki Obi (3° kyu)
  • Murasaki obi (2° kyu)
  • Tyaro Obi (1° kiu)
  • Kuro Obi (1° Dan) Black

Toshinkai

  • Branca (10º kyu)
  • Laranja (9º kyu) - Esta apenas para menores de 14 anos.
  • Amarela/Branca (8º kyu)
  • Amarala (7º kyu)
  • Azul/Branca (6º kyu)
  • Azul (5º kyu)
  • Verde/Branca (4º kyu)
  • Verde (3º kyu)
  • Marrom/Branca (2º kyu)
  • Marrom (1º kyu)
  • Preta (1º a 8º dan)

Seiwakai

  • Branco (9 kyu)
  • Azul (8º à 7ºKyu)
  • Amarela (6º à 5ºKyu)
  • Verde (4º à 3ºkyu)
  • Castanho (2º à 1ºkyu)
  • Preta (1º a 10º Dan)

Kyokushin

  • Branca (10° kyu)
  • laranja (9° kyu)
  • azul (8° a 7° kyu)
  • amarela (6° a 5° kyu)
  • Verde (4° a 3° kyu)
  • Marrom (2° a 1° kyu)
  • Preta (1° a 9° Dan)

Faixa Branca 7º Kyu (Iniciante) Faixa Amarela 6º Kyu Faixa Vermelha 5º Kyu Faixa Laranja 4º Kyu Faixa Verde 3º Kyu Faixa Roxa 2º Kyu Faixa Marrom 1º Kyu Faixa Preta 1º DAN

Shorin-Ryu

  • Branca (7º Kyu)
  • Amarela (6º Kyu)
  • Laranja (5º Kyu)
  • Azul (4º Kyu)
  • Verde (3º Kyu)
  • Roxa (2º Kyu)
  • Marrom (1º Kyu)
  • Preta (1º a 6º Dan)
  • Vermelha e Branca (7º e 8°)
  • Vermelha (9º e 10º)

Shorinji

  • Branca (7º Kyu)
  • Amarela (6º Kyu)
  • Vermelha (5° Kyu )
  • Verde (4º Kyu)
  • Laranja (3º Kyu)
  • Roxa (2º Kyu)
  • Marrom (1º Kyu)
  • Preta (1º a 10º Dan)

Uechi-ryu

  • Branca (10º Kyu)
  • Azul Claro (9° Kyu)
  • Roxa (8° Kyu)
  • Vermelha (7° Kyu)
  • Amarela (6° Kyu)
  • Laranja (5° Kyu)
  • Verde (4° Kyu)
  • Azul Escuro (3° Kyu)
  • Marrom (2° Kyu)
  • Marrom (1° Kyu)
  • Preta (1° Dan)

Shotokan

Na interestilos:

  • Branca (9º Kyu)
  • Cinza (8º Kyu)
  • Azul (7° Kyu)
  • Amarela (6º Kyu)
  • Vermelha (5º Kyu)
  • Laranja (4º Kyu)
  • Verde (3º Kyu)
  • Roxa (2º Kyu)
  • Marrom (1º Kyu)
  • Preta (1º a 10º Dan)

Em outras:

  • Branca (9º Kyu)
  • Amarela (8º Kyu)
  • Vermelha(7° Kyu)
  • Laranja (6º Kyu)
  • Verde (5º Kyu)
  • Roxa (4º Kyu)
  • Marrom (3º a 1º Kyu)
  • Preta (1º a 8º Dan)

Estilos

No caratê há um grande número de estilos e escolas. Os mais conhecidos atualmente são Shotokan, a escola Shotokai, Shorin-ryu, Goju-ryu, Uechi Ryu , Wado-ryu e Shito-ryu. Todos eles criados na primeira metade do século XX, exceto o shorin ryu. O Kyokushin ("verdade final") é outro estilo muito popular, apesar de mais recente. Além desses, existem: Shobayashi, Matsubayashi-ryu, Kobayashi-ryu, Matsumura Seito e Matsumura Motobu. Desses se originaram estilos como Chito-ryu, Shorinji-ryu (Kempo) e Shorei-ryu. Outros estilos importantes incluem o Seido, Shudokan, Shukokai, Kenyu Ryu, Isshin-ryu e Shindo-jinen-ryu. Alguns mestres do caratê criaram estilos que são a combinação de vários estilos, como o JIKC (Japanese International Karate Center) ou o Kata shubu do ryu.

Assim, é possível relacionar a seguinte lista de estilos:

Estilo e escola

Em termos de artes marciais, há que se notar que a palavra Escola não tem o mesmo sentido empregado no uso comum. O caratê é uma arte marcial que se subdivide em diversos estilos, o Shorin-ryu sendo um dos mais antigos entre eles. Cada estilo (ryu) é uma forma particular de se praticar uma determinada arte marcial. Nesse sentido, membros de estilos diferentes terão nomes diferentes para golpes semelhantes, katas e kihons próprios, diferentes progressões de faixa e até mesmo metodologias de ensino variadas. O que une os diferentes estilos é a consciência de que são como galhos de uma mesma árvore, no caso a arte marcial em questão.[carece de fontes?]

As escolas (kan), por sua vez, são visões particulares de um determinado estilo. Muitas vezes elas se originam como tributos a Mestres muito graduados e, algumas vezes, acabam se transformando em estilos propriamente ditos, como foi o caso do estilo Shotokan, que deve ser mais corretamente chamado de Shotokan-ryu (uma vez que Shotokan seria a Escola de Shoto e Shotokan-ryu seria o Estilo da Escola de Shoto). Uma Escola, em termos de artes marciais, não é, portanto, um local de aprendizado de técnica, mas um conjunto de idéias dentro de um estilo. Os locais de aprendizado são chamados de Dojos, sendo estes filiados a alguma Escola. É neles que as pessoas aprendem Karate.[carece de fontes?]


O caratê também pode ser praticado como um esporte competitivo, muito embora não possua status de esporte olìmpico como o Judô e o Taekwondo. Isto se deve ao fato de que não há uma organização centralizadora para o caratê, assim como não existem regras uniformes entre os diversos estilos. A competição pode ser tanto de kumite como de kata e os competidores podem participar individualmente ou em grupo. Vale lembrar, no entanto, que o caratê é considerado como modalidade olímpica, reconhecida pelo COI em 1999, uma vez que está de acordo com a Carta Olímpica. A Organização Mundial de Administração que foi reconhecida é a Federação Mundial de Karatê.

Na competição de kata, pontos são concedidos por cinco juízes, de acordo com a qualidade da performance do atleta, de maneira análoga à ginástica olímpica. São critérios fundamentais para uma boa performance a correta execução dos movimentos e a interpretação pessoal do kata através da variação de velocidade dos movimentos (bunkai). Quando o kata é executado em grupo (usualmente, de três atletas), também é importante a sincronização dos movimentos entre os componentes do grupo.

No kumite, dois oponentes (ou duas equipes de lutadores) enfrentam-se por um tempo, que pode variar de dois a cinco minutos. Pontos são concedidos tanto pela técnica quanto pela área do corpo em que os golpes são desferidos. As técnicas permitidas e os pontos permissíveis de serem atacados variam de estilo para estilo. Além disso, o kumite pode ser de semi-contato (como no estilo Shotokan), ou de contato direto (como no estilo Kyokushin).

Tabela de pontuação utilizada pela Confederação Brasileira de Karatê-do (CBK), e entidades a ela filiadas:

  • Ippon (um ponto) - soco na área do abdome, do peito, do rosto ou costas.
  • Nihon (dois pontos) -chute na área das costas; chute na área do abdome ou do peito, independentemente do oponente estar caído ou não.
  • Sanbon (três pontos) - chute na cabeça, com contato controlado (ou, dependendo da categoria em disputa, com aproximação de 5 cm a 10 cm, desde que o oponente não esboce reação), independentemente do oponente estar caído ou não; derrubar o oponente com técnica de varredura ou projeção e, num intervalo de até 3 segundos, aplicar uma técnica pontuável (exceto chute na região do abdome), desde que o oponente esteja completamente caído, sem chances de contra-atacar.

Há, ainda, confederações que utilizam tabela de pontuação semelhante a esta. Por exemplo, a Confederação Brasileira de Karatê-do Interestilos (CBKI), bem como as entidades filiadas à mesma, utilizam wazari (meio ponto - ○), para golpes chudan (altura do tronco); e ippon (um ponto - ●), para golpes jodan (altos), ou indefensáveis. Nesse sistema de luta, o combate termina quando o tempo expira ou quando um dos dois oponentes atinge três pontos (sanbon), daí o nome do sistema de disputa ser Shobu Sanbon (disputa por três pontos). Uma variação desse sistema é o Shobu Ippon (disputa por um ponto), onde vence aquele que conseguir um ippon ou dois wazari. Há, ainda, outra variação: Shobu Nihon (disputa por dois pontos), na qual vence aquele que obtiver dois ippon ou quatro wazari, mas esta última forma de disputa é mais utilizada para competições infantis.

Dojo kun

É o conjunto de cinco preceitos (kun) que são normalmente recitados no começo e no fim das aulas de caratê no dojo (local de treinamento). Estes preceitos representam os ideais filosóficos do caratê e são atribuídos a um grande mestre da arte do século XVIII, chamado Tode Sakugawa.

  • Hitotsu jinkaku kansei ni tsutomuru koto
    • Esforçar-se para a formação do caráter.
  • Hitotsu makoto no michi o mamoru koto
    • Fidelidade para com o verdadeiro caminho da razão.
  • Hitotsu do ryoku no seishin o yashinau koto
    • Criar o intuito do esforço.
  • Hitotsu reigi o omonzuru koto
    • Respeitar acima de tudo.
  • Hitotsu keki no yu o imashimeru koto
    • Conter o espírito de agressão.

Em japonês, o Dojo kun sempre começa com a palavra Hitotsu (primeiro), pois, para o pai do caratê, todos os preceitos são importantes e devem ser exercidos igualmente.


Técnicas do Karatê

Técnicas do Karatê

Vocabulário

  • Dan: nível de faixas pretas
  • Kyu: nível de faixas abaixo da preta
  • Gyaku golpe com a mão aposta à perna que está à frente
  • Oi: golpe com a mesma mão que a perna que está à frente
  • Sonoba: parado
  • Kimé: união de força mental e física
  • Gedan: zona baixa
  • Gohon Kumitê: trabalho com o adversário,em cinco passos
  • Hajimê: começar
  • Hikitê: puxar um punho ao quadril, enquanto o outro trabalha
  • Ippon kumitê: trabalho com o adversário, em um passo
  • Jodan: zona alta
  • Yoko: lateral
  • Mawashi: semicírculo
  • Mae: frontal
  • Kamaê: colocar-se em posição
  • Kiai: união da respiração com a voz, momento em que se liberta o máximo de força e velocidade
  • Kihon: trabalho de todas as técnicas de deslocação
  • Hantai: dar meia-volta
  • Seiza: em posição para a saudação
  • Chudan: zona média
  • Yamé: parar
  • Yoi: posição de partida
  • Geri: chute
  • Zuki: soco
  • Uke: defesa
  • Shuto: golpe com a mão aberta
  • Shotei: golpe com a palma da mão
  • Hiji ou Empi: golpe com o cotovelo
  • Hiza: golpe com o joelho
  • Kakato: golpe com o calcanhar
  • Hantei: decisão por bandeirada (votação dos árbitros auxiliares) de uma luta empatada
  • Hiki-Waki: empate
  • Nokachi: vitória
  • Shiro: competidor de branco, ainda usado em competições da FPKI e da CBKI
  • Aka: competidor de vermelho
  • Ao: competidor de azul
  • Dachi: posição das pernas (Exemplo: fudo-dachi, zenkutsu-dachi, shiko-dachi, ukiashi-dachi, etc)
  • Ushiro: parte de atrás
  • Ashiro: golpe giratório
  • Tobi: golpe pulando
  • Uchi: Golpe de dentro para fora
  • Soto : Golpe de Fora para dentro
  • Shodan: primeiro (1º)
  • Nidan: segundo (2º)
  • Sandan: terceiro (3º)
  • Yondan: quarto (4º)
  • Godan: quinto (5º)
  • Nihon: duplo
  • Sanbon: triplo
  • Yonbon: quádruplo
  • Gohon: quíntuplo
  • Juji: defesa cruzada com pulso
  • Kakiwake : defesa ou golpe dupla cada um no lateral.
  • Ichi : Um
  • Ni : Dois
  • San : Três
  • Shi ou Yon : quatro
  • Go : Cinco
  • Roku : Seis
  • Shichi : Sete
  • Hachi : oito
  • Kyuu : Nove
  • Jyuu : Dez