sexta-feira, 11 de junho de 2010

Estilos de Tai Chi Chuan


Yang Chengfu na postura do Tai Chi conhecida como Chicote (Tan Pien), c. 1918.

O Tai Chi Chuan (em chinês: 太極拳 pinyin: Tàijí quán) é uma arte marcial interna chinesa, categoria nomeada em chinês de neijia (內家).

Este estilo de arte marcial é reconhecido também como uma forma de meditação em movimento.

Os princípios filosóficos do Tai Chi Chuan remetem ao Taoísmo e à Alquimia Chinesa.

A relação de Yin e Yang, os Cinco Elementos, o Ba Gua (Oito Trigramas), o Livro das Mutações (I Ching) e o Tao Te Ching de Lao Zi são algumas das principais referências para a compreensão de seus fundamentos.

Os textos clássicos do Tai Chi Chuan escritos pelos mestres orientam a:
  • Vencer o movimento através da quietude (Yi Jing Zhi Dong) 以靜制動
  • Vencer a dureza através da suavidade (Yi Rou Ke Gang) 以柔克剛
  • Vencer o rápido através do lento (Yi Man Sheng Kuai) 以慢勝快

O Tai Chi Chuan tem suas raízes na China, sendo atualmente uma arte praticada no mundo todo. É apreciado no ocidente especialmente por sua relação com a meditação e com a promoção da saúde, oferecendo aos que vivem no ritmo veloz das grandes cidades uma referência de tranquilidade e equilíbrio.

Os criadores do Tai Chi Chuan basearam sua arte na observação da Natureza - não apenas na observação dos animais, mas no estudo dos princípios da interação entre os diversos elementos naturais.

Como somos parte desta natureza, o conhecimento destes princípios e de como atuam dentro de nós, estudados pela Medicina Tradicional Chinesa, revelam o Tai Chi como uma fonte efetiva de energia que encontra-se em nosso interior, situada na região do corpo nomeada pelos chineses de Dantian Médio.

Significado do termo Tai Chi Chuan

Os ideogramas que compõe a palavra Tai Chi Chuan significam:

  • 太, Tai significa "o maior", "o mais alto", "supremo", "absoluto".
  • 極 (ou 极, em chinês simplificado), Chi (ou Ji) significa, original e literalmente, a parte mais alta do telhado - "cumeeira".
  • 拳, Chuan (ou Quan) significa Punho, aqui simbolizando "soco", "luta à mãos livres" (desarmadas), "boxe"
Diagrama do Tai Chi.

Portanto, algumas das possíveis traduções literais de Tai Chi Chuan são: "Punho da Suprema Cumeeira", "Punho do Limite Supremo" ou simplesmente "Punho do Tai Chi".

Como cada ideograma pode ter mais de um sentido, há outras formas de traduzir o termo além destas.

No Taoísmo, onde o Tai Chi Chuan teve sua origem, a "Suprema Cumeeira", ou "Limite Absoluto" tem a conotação filosófica de "Elevação", "Sublimação", "Purificação", resultante, entre outras, do desenvolvimento de um mecanismo de defesa emocional pelo qual tendências ou sentimentos inferiores se transformam em outros que não o sejam.

O Tai Chi também simboliza o "Cosmos" e a interação, dos princípios energéticos Yin e Yang, em constante mutação, sendo conhecida a sua representação pelo Tai Chi Tu (Diagrama do Tai Chi), mais conhecido no Ocidente como o "Símbolo do Yin-Yang".

Origem

Zhang Sanfeng.

A historia do Kiwi é considerada sempre sob dois aspectos, o lendário, e o historicamente comprovado. Estes dois aspectos não se excluem necessariamente, para a maioria dos professores propagadores desta arte.

O aspecto lendário é geralmente encarado como uma metáfora para indicar o desenvolvimento dos princípios do Tai Chi Chuan, através da figura do taoista imortal Chang San Feng.

Historicamente comprovado, o criador do Tai Chi Chuan foi Chen Wangting.

Abaixo seguem alguns contos da criação do Tai Chi Chuan anterior à Chang San Feng ,e a partir dele segundo a versão dos autores simpatizantes da versão lendária.

Existem indicações de que, durante a Dinastia Tang (618-906 d.C.), um eremita chamado Xu Xuan Ping desenvolveu uma Arte chamada "Os 37 Estilos do Tai Chi", também chamada de Chang Chuan (Punho Longo) ou Chang Kiang (Rio Longo).

Por volta da mesma época, um monge taoista chamado Li Dao Zi praticava uma Arte denominada "Punho Longo Primordial", semelhante aos 37 Estilos do Tai Chi.

Muitas das posturas dessas duas Artes tem nomes semelhantes aos das atuais posturas do Tai Chi Chuan.

O texto Guan Jing Wu Hui Fa (Método para se Alcançar o Esclarecimento através da Observação da Escritura), escrito por Cheng Ling Xi na época da Disnastia Liang (907-923 d.C.), no Período das Cinco Dinastias e dos Dez Reinos, é o documento mais antigo já encontrado a usar o termo Tai Chi Chuan. Cheng Ling Xi foi discípulo de Han Gong Yue, que lhe ensinou sua Arte, chamada "Os 14 Estilos do Treinamento do Tai Chi".

Chang San Feng (1247-?), que então vivia num templo taoista do Monte Wudang, já teria desenvolvido uma Arte conhecida como "Os 32 Estilos do Punho Longo de Wudang" e, posteriormente, criou "As 13 Posturas do Tai Chi", após observar uma luta entre um pássaro (grou) e uma cobra, quando constatou que a flexibilidade se sobrepunha à rigidez, compreendeu a prática da alternância entre o Yin e o Yang, e outras concepções da natureza, que se constituem na base do que depois passou a ser chamado de Tai Chi Chuan.

O sucessor de Chang Sangfeng foi o também monge taoista Taiyi Zhenren, que, no final da Dinastia Ming, difundiu a Arte entre os discípulos do Monte Wudang. Entre esses discípulos encontrava-se outro monge, de nome Ma Yun Cheng.

Ma Yun Cheng transmitiu a Arte para vários discípulos célebres, entre eles Mi Deng Xia e Guo Ji Yuan, popularmente conhecidos como "os dois Santos", e Wang Zhong Yue, que denominou essa Arte de "Wudang Tai Chi Chuan" e escreveu o "Tratado de Tai Chi Chuan", um dos Clássicos do Tai Chi Chuan.

Wang Zhong Yue transmitiu o Tai Chi Chuan ao famoso Mestre Zhang Song Xi, que depois o ensinou a Dan Si Nan, que veio a ter como discípulo Wang Zheng Nan, que se referia à Arte de Wudang como uma arte interior, distinta das Artes de Shaolin, que ele chamava de arte exterior.

Segundo os historiadores Tang Hao e Gui Liuxin, seguindo a origem a partir do fato histórico de que Yang Luchan aprendeu com Chen Changxing (1771-1853) do vilarejo de Chenjiagou, o Tai chi Chuan foi criado por Chen Wangting(1600-1680) na passagem da dinastia Ming para a dinastia Qing. Esta é a versão considerada oficial pelo governo Chinês .

Literatura

  • Chen, Mark, Old Frame Chen Family Taijiquan, Berkeley, CA, North Atlantic Books 2004, ISBN 1-55643-488-X
  • Chen, Xiao Wang, Chen Family Taijiquan China, ISBN 978-7-5009-3413-4
  • Dufresne,T. e Nguyen,J., Taijiquan Art Marcial Ancien de la Famille Chen, editions budostore, ISBN 2-908580-56-X
  • Gaffney, David e Sim, Davidine Siawvoon , Chen Style Taijiquan - The source of taiji boxing, North Atlantic Books, ISBN 1-55643-377-8

Estilos

São cinco os estilos de Tai Chi Chuan reconhecidos como tradicionais pela comunidade internacional, cada um deles recebeu o nome da família chinesa que o criou, desenvolveu e transmitiu. Todos tem a mesma essência e seguem os mesmos princípios básicos, diferindo na forma.

Por ordem cronológica:

Ordenados por sua popularidade, considerando o número de praticantes, teríamos: Yang, Wu, Chen, Sun e Wu/Hao.

Atualmente encontramos referências a diversos outros estilos. Alguns deles são estilos hibridos ou derivados destes cinco estilos tradicionais.

Outros alegam ter sido praticados em segredo dentro de outras famílias ou em monastérios a partir das referências milenares taoístas que deram origem a esta prática, tornando-se de conhecimento aberto ao público há menos tempo.

Entre estes exemplos se inclui o estilo Wudang, referência ampla à prática de Tai Chi Chuan realizada ainda hoje nos templos da montanha de Wudang (não confundir com o estilo contemporâneo que tomou para si o nome de Tai Chi Chuan de Wudang).

Há também o que poderíamos chamar de Tai Chi Chuan estilo de Pequim, composto por Formas padronizadas pelo Governo Chinês, através do Comitê Nacional de Esportes da China, desenvolvidas exclusivamente para fins terapêuticos e esportivos. Hoje em dia muito popular não apenas na China mas em todo o mundo.

As treze posturas fundamentais

Enquanto arte marcial, o Tai Chi Chuan se baseia em treze conceitos fundamentais (Shi San Shi 十三势). Estas posturas/movimentos podem ser reconhecidos nas diversas formas praticadas pelos diferentes estilos. Cada escola interpreta estes conceitos com pequenas variações.

São conhecidas como As Oito Portas e os Cinco Passos 八門 五步, em chinês são denominadas: Peng, Lu, Ji, An, Cai, Lie, Zhou, Cao, Jin, Tui, Gu, Pan e Ding.

As Oito Portas (Bā mén) se associam às oito direções representadas pelos oito trigramas do Pa Kua (py bā guà 八卦), elementos básicos na constituição do I Ching (py Yijing 易经 ).

  • Os quatro lados (Si zheng 四正)
Péng 掤 (aparar)
履 (desviar)
擠 (pressionar)
Àn 按 (empurrar)
  • Os quatro cantos (Si yu 四隅)
Cǎi 採 (colher e puxar)
Liè 挒 (colher e quebrar)
Zhǒu 肘 (golpe de cotovelo)
Kào 靠 (golpe de ombro)

Os cinco passos (Wǔ bù) 五步 podem ser relacionados aos Cinco Elementos cósmicos (五行 py wǔ xíng) que fundamentam a medicina tradicional chinesa: madeira, fogo, terra, metal e água (木, 火, 土, 金, 水).

Jìn bù 進步 (avançar)
Tùi bù 退步 (recuar)
Zǔo gù 左顧 (olhar à esquerda)
Yòu pàn 右盼 (olhar à direita)
Zhōng dìng 中定 (equilíbrio central)

Os dez princípios essenciais

Conforme Yang Chengfu:

  1. Suspender a cabeça pelo topo com leveza e sensibilidade [Xu Ling Ding Jin]
  2. Esvaziar o peito [Han Xiong] e alongar as costas [Ba Bei]
  3. Relaxar a cintura [Song Yao]
  4. Distinguir entre o cheio e o vazio [Fen Xu Xhi]
  5. Relaxar os ombros [Chen Jia] e soltar os cotovelos [Zhui Zhou]
  6. Usar a mente e não a força muscular [Yong Yi Bu Yong Li]
  7. Interligar os movimentos da parte superior e inferior do corpo [Shang Xia Xiang Sui]
  8. Unir o interior e o exterior [Nei Wai Ziang He]
  9. Mover-se com continuidade, sem rupturas [Xiang Liau Bu Duau]
  10. Buscar a quietude dentro do movimento [Dong Zhing Qiu Jing]

Arte marcial, esporte ou prática para a saúde?

O Tai Chi Chuan é praticado atualmente em escala mundial.

O Tai Chi Chuan já foi concebido e se desenvolveu na antiguidade como uma forma avançada e eficaz de combate: a função de guarda costas foi exercida por diversos praticantes da família Chen; instrutores da família Yang deram aulas para a guarda imperial e posteriormente para o exército republicano chinês.

Sua aplicação como arte marcial acontece através do uso de movimentos circulares e contínuos que acompanham e complementam os movimentos do adversário de um modo similar ao ilustrado pelo símbolo do Tai Chi.

Ao definir o Wushu (o termo chinês para arte marcial), Jet Li, famoso artista marcial e ator, comenta que: Com o advento da tecnologia você tem armas, canhões, bombas nucleares e outras armas avançadas. Aprender wushu não serve mais ao objetivo de lutar corpo a corpo contra tigres, invasores etc.. Hoje, se você mata ou aleija alguém com um movimento impressionante de wushu aprendido com dez anos de um programa intensivo de treinamento, isso não vai te ajudar a sobreviver. A polícia vai te prender por assassinato, a sociedade vai te rejeitar, e a coisa toda teria sido feita muito mais rapidamente puxando o gatilho de uma pistola com um silenciador. Agora, a sociedade valoriza a prática e exibição do wushu de formas diferentes. Ele conclui dizendo que, na sua opinião, a melhor razão de todas para realizar estas práticas: é que ele permite que a pessoa exercite o seu corpo e melhore a sua saúde.

(nota: a origem destas citações é o Artigo DEFINIÇÃO DE WUSHU por Jet Li (disponível em inglês em www.jetli.com), conforme a tradução disponível no Portal do Kung Fu - link abaixo, entre as páginas externas)

O próprio símbolo do yin/yang, conhecido também como diagrama do Tai Chi, é a melhor metáfora para refletir sobre quaisquer posturas que se apresentem como polos opostos em uma discussão.

Este símbolo mostra a interação dos opostos e como um interage, define e amplia o significado do outro. A prática do Tai Chi Chuan focada na questão marcial e a prática focada na questão da saúde podem ser vistas como estes polos extremos, para que o treinamento seja efetivo é necessária a presença destes dois aspectos.

A adequação da proporção entre estes dois aspectos dentro do trabalho realizado por um instrutor com um grupo específico depende da formação do instrutor segundo uma escola que enfatize mais um ou outro aspecto, da visão pessoal do instrutor sobre a prática e das necessidades específicas do grupo de alunos com que trabalha (um grupo de adolescentes e um grupo de terceira idade naturalmente necessitam de propostas distintas).

Sabendo isto, é importante que o interessado em praticar Tai Chi Chuan converse com os responsáveis pela orientação de seu grupo para descobrir como são abordados os diferentes aspectos pertinentes a esta prática, como: a auto defesa; o treinamento para a saúde; o equilíbrio dos aspectos fisícos, emocionais, mentais e espirituais verificando se estas posturas correspondem às suas expectativas em relação à prática.

Árvore genealógica das linhagens

Personagens lendárias
                                             |
Zhang Sanfeng*
aproximadamente século XII
NEI CHIA
|
Wang Zongyue*
TAI CHI CHUAN
|
Os cinco estilos tradicionais
                                             |
Chen Wangting
1600-1680 9ª geração Chen
ESTILO CHEN
|
+--------------------------------+
| |
Chen Changxing Chen Youben
1771-1853 14ª geração Chen circa 1800s 14ª geração Chen
Chen Old Frame Chen New Frame
|------------------------------------| |
Chen Gengyun Yang Luchan Chen Qingping
| 1799-1872 1795-1868
Chen Yanxi ESTILO YANG
| Chen Small Frame,ZhaoBaoFrame
Chen Fake | |
1887-1957 +------------------------+--------------+ |
| | | | |
+-------------------+ Yang Banhou Yang Jianhou Wu Yu-hsiang
| | | 1837-1892 1839-1917 1812-1880
ChenZaoXhu ZhaoKuei ZhaoPei Yang Small Frame | ESTILO WU/HAO
| | |
Chen Xiao Wang | +-----------------+ |
| | | | |
Chen Yingjun Wu Chuan-yü Yang Shaohou Yang Chengfu Li I-yü
1834-1902 1862-1930 1883-1936 1832-1892
| Pequena Forma Yang Forma Longa Yang
| |
Wu Chien-chuan Fu Zhou Wen Hao Wei-chen
1870-1942 | 1849-1920
ESTILO WU Yang Shouchung |
108 Form 1910-1985 Sun Lutang
| 1861-1932
Wu Kung-i ESTILO SUN
1900-1970
| |
WuTa-kuei Sun Tsun-chou
1923-1970 1893-1963
FORMAS MODERNAS
  Comissão de Esportes Chinesa (1956)
Forma de Beijing de 24 Posturas e outras
.
Cheng Man-ching (1901-1975) Forma Curta de 37 posturas
.
Notas sobre a tabela

A indicação “personagens quase lendários” significa aqui que a sua participação na linhagem, embora aceito pela maioria dos estilos, não tem como ser verificada a partir de registros historicos conhecidos de forma independente (o que não significa que não tenham existido).

As formas curtas de Cheng Man-ching e da Chinese Sports Commission, embora se proclamem derivadas das formas da família Yang, não são reconhecidas como Tai Chi Chuan estilo Yang pelos Mestres desta família.

As famílias Chen, Yang e Wu desenvolveram suas próprias formas curtas para fins de demonstração e competição.

Esta tabela ainda está incompleta.

No Brasil

No Brasil a divulgação da prática do Tai Chi Chuan teve seu início na década de 1960 em São Paulo e no Rio de Janeiro, capitais que contam com a presença de um grande número de chineses.

Estes mestres chineses pioneiros e seus discípulos introduziram e propagaram no país as diversas linhagens tradicional desta arte. Em São Paulo: Wang Te Cheng, Wong Seung Kueng, Liu Pai Lin, Chan Kowk Wai, Chen Guo Suo, Lo Siu Chung, Li Wing Kay , Lope Chiu Ping Lok, Liu Zhong Ping, Leonardo Liu. No Rio de Janeiro: Hu Hsin Shan, Wu Chao Hsiang, Wu Jyh Cherng e a partir dos anos 1990 Chen Xiao Wang, Shen Hai Min, Chen Yin Jun, Yang Zhenduo e Yang Jun.

Diversos professores brasileiros, alunos desses e de outros mestres, têm se destacado no ensino dessa arte, sendo responsáveis pela publicação de diversos livros, vídeos, revistas e artigos científicos.

Entre outros podem ser citados: Estevam Ribeiro, Marcio Lacerda, Jayme Chang, Eduardo Brandão, Jorge Corral, Sergio Villasboas, Chang Whan, Marcus Maia, Begoña Javares, Roque Henrique Severino, Angela Soci, Marco Natali, Rubens Pinheiro (IPKF), Nilson Carvalho, Maria Lúcia Lee, Mestre Bene, Silvio Kato, Cleber F. L. de Souza, Walter Rodrigues, Venceslau Cardoso de Oliveira (Mestre Lau), Marcos Vinicios Almeida e Elizabeth Saldanha.

Linhagens
         Wu Kung-i
|
Wong Seung Kueng
Yang Banhou Yang Jianhou
1837-1892 1839-1917
| |
+--------------------------+-----------+
| |
| Li Jingli
| 1884-1931
| |
| |
| |
| Ku Yu Cheong
| |
| Yim Sheung Mo
| |
| Chan Kowk Wai
| (no Brasil desde 1960)
|
+
                                |
|
+----------------------------+----------------------------+
| | | + Roque Henrique Severino
Liu Pai Lin Fu Zhongwen Yang Zhenduo---+ | Maria Angela Socci
1908-2000 (1903-1994) 1926- | | Adriano D'Ávila
Tai Chi Pai Lin | | +---| Fernando de Lazzari
+-------------------------------+ | | | Marcio Lacerda
| | | | | Carla Rocha
Shen Haimim Liu ZhongPing Yang Jun-+ | Sergio Villasboas
(1910-2001) 1968- + …
| |
+------------------+------------+------------+ +----------+
| | | | |
Estevam Ribeiro Begoña Javares Chang Wan Marcus Maia Leonardo Liu
(1975)
                Chen Fake
1887-1957
|
+-----------+--------+
ChenZaoXhu ZhaoKuei ZhaoPei
|
Chen Xiao Wang------------+
| |
Chen Yingjun +--------------------+
| |
Estevam Ribeiro Begoña Javares

Meditação

A meditação encontra-se no meio de dois pólos; a concentração e a contemplação. É comumente associada a religiões orientais. Há dados históricos comprovando que ela é tão antiga quanto a humanidade. Não sendo exatamente originária de um povo ou região, desenvolveu-se em várias culturas diferentes e recebeu vários nomes, floresceu no Egito (o mais antigo relato), Índia, entre o povo Maia, etc. Apesar da associação entre as questões tradicionalmente relacionadas à espiritualidade e essa prática, a meditação pode também ser praticada como um instrumento para o desenvolvimento pessoal em um contexto não religioso.
Estátua de Shiva meditando na posição de lótus.

Etimologia

A palavra meditação vem do latim, meditare, que significa voltar-se para o centro no sentido de desligar-se do mundo exterior e voltar a atenção para dentro de si. Em sânscrito, é chamada dhyana, obtida pelas técnicas de dharana (concentração), no chinês dhyana torna-se Ch'anna e sofre uma contração tornando-se Ch'an e Zen em japonês, em páli é Jhana.

Definição

A meditação costuma ser definida das seguintes maneiras:

  • um estado que é vivenciado quando a mente se torna vazia e sem pensamentos;
  • prática de focar a mente em um único objeto (por exemplo: em uma estátua religiosa, na própria respiração, em um mantra);
  • uma abertura mental para o divino, invocando a orientação de um poder mais alto;
  • análise racional de ensinamentos religiosos (como a impermanência, para os Budistas)

Prática

É fácil se observar que nossas mentes encontram-se continuamente pensando no passado (memórias) e no futuro (expectativas). Com a devida atenção, é possível diminuir a velocidade dos pensamentos, para se observar um silêncio mental em que o momento presente é vivenciado. Através da meditação, é possível separar os pensamentos da parte de nossa consciência que realiza a percepção.

É possível obter total descanso numa posição sentada e por conseguinte atingir maior profundidade na meditação assim dissolver preocupações e problemas que bloqueiam sua mente.

Posição de meia lótus

Uma posição possível é a posição de lótus completo, o pé esquerdo apoiado sobre a coxa direita e o pé direito apoiado sobre a coxa esquerda. Outros podem sentar em meio lótus, o pé esquerdo apoiado sobre a coxa direita ou o pé direito sobre a coxa esquerda. Há pessoas que não conseguem sentar em nenhuma dessas posições e por isso podem sentar a maneira japonesa, ou seja, com os joelhos dobrados e o tronco apoiado sobre ambas as pernas. Pondo alguma espécie de acolchoado sob os pés, a pessoa pode facilmente permanecer nessa posição por hora ou hora e meia.

Mas na verdade qualquer pessoa pode aprender a sentar em meio lótus, ainda que no início possa causar alguma dor. Gradualmente, após algumas semanas de treino, a posição se tornará confortável. No início, enquanto a dor ainda causar muito desconforto, a pessoa, deve alterar a posição das pernas ou a posição de sentar. Para as posturas de lótus completo e meio lótus convém sentar-se sobre uma almofada, de forma a que os dois joelhos se apóiem contra o chão. Os três pontos de apoio dessa posição proporcionam uma grande estabilidade.

Mantenha as costas eretas. Isso é muito importante. O pescoço e a cabeça devem ficar em alinhamento com a coluna. A postura deve ser reta mas não rígida. Mantenha os olhos semi-abertos, focalizados a uns dois metros à sua frente. Mantenha leve sorriso. Agora comece a seguir sua respiração e a relaxar todos os músculos. Concentre-se em manter sua coluna ereta e em seguir sua respiração. Solte-se quanto a tudo mais. Abandone-se inteiramente. Se quiser relaxar os músculos de seu rosto, contraídos pelas preocupações, medo e tristeza, deixe um leve sorriso aflorar em sua face. Quando o leve sorriso surge, todos os músculos faciais começam a relaxar. Quanto mais tempo o leve sorriso for mantido, melhor.

À altura do ventre, pouse sua mão esquerda com a palma voltada para cima sobre a palma da mão direita. Solte todos os músculos dos dedos, braços e pernas. Solte-se todo como as plantas aquáticas que flutuam na corrente, enquanto sob a superfície das águas o leito do rio permanece imóvel. Não se prenda a nada a não ser à respiração e ao leve sorriso.

Para os principiantes, convém não ficar sentado além de vinte ou trinta minutos. Durante esse tempo você tem que ser capaz de obter descanso total. A técnica para tal obtenção reside em duas coisas: observar e soltar, observar a respiração e soltar tudo mais. Solte cada músculo de seu corpo. Após uns quinze minutos, uma serenidade profunda poderá ser alcançada, enchendo-o interiormente de paz e contentamento. Mantenha-se nessa quietude.Esta prática é dos melhores remédios para aliviar o stress.

Duração

Vinte a trinta minutos é provavelmente a duração típica de uma sessão de meditação. Praticantes experientes frequentemente observam que o tempo de suas sessões de meditação se prolongam com o tempo.

Objetivos

Os objetivos podem variar, assim como as técnicas de execução. Ela pode servir simplesmente como um meio de relaxamento da rotina diária, como uma técnica para cultivar a disciplina mental, além de ser um meio de se obter insights sobre a real natureza ou a comunicação com Deus. Muitos praticantes da meditação têm relatado melhora na concentração, consciência, auto-disciplina e equanimidade.

Variantes

Existem métodos que vem conquistando grande aceitação no ocidente, como a meditação feita em pé conhecida o zhan zhuang, devido a sua simplicidade e eficiência é muito praticada na China e Europa. É facilmente executada por pessoas com pouca flexibilidade e dificuldades nos joelhos e coluna, melhorando inclusive a postura. Facilmente praticada em qualquer local é um excelente método procurado por muitos praticantes de artes marciais experientes ou mesmo iniciantes. Esta prática é muito efetiva na redução do estresse.


Chakras, centros de energia cultivados na meditação segundo a tradição Tantra.

A divulgação das práticas de meditação no mundo contemporâneo recebeu uma grande contribuição das técnicas milenares preservadas pelas diversas culturas tradicionais do oriente.

Uma das escolas em que ela evoluiu independentemente foi o Sufismo.

Nas filosofias religiosas do oriente, como, Bramanismo, Budismo e suas variações como o Budismo Tibetano e Zen, Tantra e Jainismo, bem como nas artes marciais como I-Chuan e Tai Chi Chuan, a meditação é vista como um estado que ultrapassa o intelecto, onde a mente é posta em silêncio para dar lugar à contemplação espiritual. Esse "calar a mente" induz uma volta ao centro (meio, daí meditar), para o vazio interior.


Mantra

Mantra (do sânscrito Man mente e Tra alavanca) é uma sílaba ou poema religioso normalmente em sânscrito. Os mantras originaram do hinduísmo, porém são utilizados também no budismo e jainismo.

Os mantras Tibetanos são entoados como orações, repetidas como as do cristianismo. Contudo, diferentemente do cristianismo, não constituem propriamente um diálogo com Deus. O budismo mahayana do Tibete usa mantras em tibetano, o zen-budismo do Japão os usa em japonês. John Blofeld encontrou em Hong Kong no começo do século XX mantras cuja língua ninguém sabia identificar, e que pareciam uma alteração de um original sânscrito.

Para algumas escolas, especificamente as de fundamentação técnica, mantra pode ser qualquer som, sílaba, palavra, frase ou texto, que detenha um poder específico. Porém, é fundamental que pertença a uma língua morta, na qual os significados e as pronúncias não sofram a erosão dos regionalismos por causa da evolução da língua. Existem mantras para facilitar a concentração e meditação, mantras para energizar, para adormecer ou despertar, para desenvolver chakras ou vibrar canais energéticos a fim de desobstruí-los.

Mecanismo de funcionamento

Ao longo dos anos, os ocidentais que chegaram ao oriente tentaram explicar porque os mantras produzem os efeitos esperados. Blofeld, que estudou por dentro as culturas indiana e chinesa, notou que não é necessário saber o significado das palavras ditas.

Alguns psicólogos ocidentais defendem que o mantra possui uma energia sonora que movimenta outras energias que envolvem quem o entoa. Blofeld observou que não importa a correção da pronúncia: encontrou o mesmo mantra entoado de forma muito diferente em países diversos, e sempre produzindo os efeitos esperados.

Outra explicação seria a mesma usada para o efeito dos mudras: um gesto repetido por tantas pessoas durante tantos séculos que criou um tipo de caminho energético - que podemos chamar de marca no akasha, ou no inconsciente coletivo - que é rapidamente seguido pela psique da pessoa que o executa.

Alguns mantras comuns

  • Asa To Ma (Védico) - Considerado um dos mais belos Mantras do mundo
  • Om namah Shivaya (shivaísta)
  • Om namah shiva lingan (shivaísta)
  • Shiva Shiva maha dêva (shivaísta)
  • Om shiva Om Shakti Namah Shiva Namah Shakti (shivaista)
  • Om namah kundaliní (sânscrito)
  • Om mani padme hum (sânscrito)
  • Om namo bhagavate vasudevaya (do sânscrito)
  • Om tare tütare ture soha (tibetano)
  • Om tare tam soha (tibetano)
  • Nam myoho rengue kyo (Saddharma-pundarika Sutra em sânscrito)
  • Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare (sânscrito)..
  • Namerarenguékioh kioh namere klatisfas

O Maha Mantra

A vibração transcendental estabelecida pelo canto do Maha Mantra Hare Krishna permite a purificação gradual dos corpos materiais, do mais denso ao mais sutil, e restabelece a consciência no seu estado original de sat cit ananda - eternidade, conhecimento e bem-aventurança.

O Kalishantarana Upanishads, recomenda de forma acertada que cantemos:

Naradah punan prapaccha tannama kimiti sa hovaca hiranyagarbah:

hare krsna hare krsna krsna krsna hare hare hare rama hare rama rama rama hare hare

isti sodashkam namnam kalikalmasanasanam annatah parataropayah sarvavedesu drisyate sodasakalavritasya jivasyavaranaviasanam tatah prakasate param-brahma meghapaye raviasmimandaliveti (2)

Como vemos, primeiramente vem Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare e depois, hare rama hare rama rama rama hare hare

No Yoga e outros Darshanas

No Sanatana Dharma e nos seus principais Darshanas, (no Yoga chama-se Japa-Yoga ou Mantra-Yoga), o Mantra exerce importãncia singular por dois grandes motivos, primeiramente, por tratar-se de Angas, partes ou seqüências dos hinos dos livros sagrados (Vedas ou derivações autorizadas dos Mesmos, como os Upanishads), e também por se tratar de instruções na forma de palavras ditadas diretamente pelos Rishis ou sábios, ou devido aos Lilas do Senhor (ditados diretamente por Ele ou por seus emissários), e, em segundo, por tratar-se da personificação do Nome ou Nama do Senhor Supremo ou Brahman em Si mesmo, na forma escrita e articulada sonoramente. Os Mantras devem tão somente ser emitidos sob a restrita autorização do Guru ou Mestre Espiritual, de acordo com a forma que Este orientar. No mais das vezes, os Mantras são articulados na forma de Japa, ou repetição curta, com o uso de um Mala com 108 contas. Este processo pode ser em três níveis, a saber: sussurado, cantado ou mentalmente. Quanto mais desenvolvida a concentração do 'Sadhaka' (praticante), maior será a sua capacidade de mantralização na forma mental ou Manasika-Mantra. Há um processo chamado Ajapa-japa, que é a repetição de determinados Mantras conforme a respiração ou Pranayama.

O praticante deverá ter a devida reverência ou vênia espiritual para com o seu Guru, a Sampradaya ou família espiritual da qual Ele pertence, e jamais pensar que Nama (nome) e Rupa (forma) são distintos do Senhor em Si mesmo. Por conseguinte, um pretendente não deverá cantar Mantras sem a devia autorização do seu Mestre Espiritual, porque é mais danoso uma prática sem orientação do que nenhuma prática. Assim diz a tradição de Sadhu-Guru e Sastra (conforme a sabedoria dos mestres nas Escrituras). Hari Om Tat Sat

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sobre o Terço budista (Odyuzu)

"O Odyuzu é um instrumento religioso que representa determinação!"


*Tanto o é, que na antiguidade, quando alguns seguidores abandonavam a prática, rompiam as contas simbolizando a desistência da prática. Porém, quando isso acontece, interpretamos que a determinação, na verdade nunca existiu, pois a determinação de um budista é considerada algo que deve durar para sempre, tal como exprime a simbologia do odyuzu.

Qual será o Odyuzu que você possui? Hoje em dia existem diversos modelos, feitos de diversos tipos de matéria prima. Mas, na antiguidade eles eram principalmente confeccionados a partir de algum tipo de madeira bem dura.

Na antiga Índia, o Odyuzu confeccionado com o fruto da árvore sob a qual Buda atingiu a iluminação (Bodaidyu. Capa da Revista n.57) era considerado o melhor. No Sutra Dyuzu kudokukyou (O Sutra da virtude do Odyuzu) consta da seguinte forma.

"Contas feitas de ferro aumentam a virtude da prática em 5 vezes.
Contas feitas de bronze vermelho aumentam a virtude da prática em 10 vezes.
Contas feitas de pérolas ou corais aumentam a virtude da prática em 100 vezes.
Contas feitas da madeira da árvore Mokuuushi I aumentam a virtude da prática em 1.000 vezes.
Contas feitas com o fruto da lótus aumentam a virtude da prática em 10.000 vezes.
Contas feitas de jade aumentam a virtude da prática em 1.000.000 de vezes.
Contas feitas de cristal aumentam a virtude da prática em 1.000.000 de milhão de vezes.
E, contas feitas de Bodaishi² aumentam a virtude infinitamente".

1. Considerada no Japão como a árvore que produz contas para odyuzu.

2. Considerada na Índia como a árvore que produz contas para odyuzu. Marrom, de superfície áspera e porosa.

Dessa forma podemos verificar que desde a época de Buda já existiam vários tipos de odyuzu. Hoje, já existem várias outras matérias primas utilizadas na confecção de odyuzu como, plástico, vidro, pedra, marfrm e outros.

Todavia, como o próprio nome já diz "contas", é um instrumento religioso budista que servia para quantifIcar interiormente quantas vezes realizou determinada prática. De maneira alguma, pelo espírito primordial, pode ser dito que pelo material utilizado na confecção um é melhor que o outro e etc,.

Existem vários formatos de odyuzu

Além das diferentes matérias primas de um odyuzu, existem diferentes formatos. Alguns tem o formato da circunferência do crânio humano, outros tem borlas (Fussa) longas outros curtas. Alguns tem poucas contas outros mais. Existem odyuzu de 14,21,27,42,54,108 e até 1080 contas.

Também, além do nome Odyuzu (assim chamamos na HBS), o terço budista é chamado de nendyu ou zuzu. Em sânscrito "odyuzu" é chamado de lapa-mala. lapa, significa recitar, e mala, impurezas. Ou seja, recitar o mantra para que as impurezas, imperfeições sejam extirpadas.

Tradicionalmente um odyuzu deve possuir 108 contas (que representam as 108 paixões ou imperfeições mundanas), mais quatro (de tamanho ou cor diferenciada) que representam os Quatro Bodhisattvas Primordiais (Jyougyou, Muhengyou, Dyougyou, Anryuugyou) somando um total de 112 contas em sua enfiada principal.

Há duas grandes contas (diferenciadas pela cor ou tamanho maior) que ficam logo acima das borlas que representam respectivamente os Budas, Shakamuni (Buda Histórico, à esquerda) e Buda Tahou (Buda dos muitos Tesouros, também tido como Buda testemunha do Sutra Lótus, à direita).

Existem cinco borlas nas extremidades das duas grandes contas. Das cinco borlas uma é mais curta que as quatro demais, e possui apenas dez enfiadas de contas que representam os dez mais notáveis discípulos de Buda, e se localiza à esquerda, logo abaixo do mestre Buda Shakamuni.

Há quatro contas (de formato diferenciado) que se localizam nas extremidades das demais quatro borlas, representam os Quatro Reis Guardiões Celestiais. Protetores de cada região do universo, norte, sul, leste e oeste.

De acordo com este formato o odyuzu deve ser utilizado da seguinte forma (foto capa). O lado que tem 3 borlas vai na mão esquerda. Como é o lado em que se encontram o Buda histórico e seus discípulos, segue a simbologia da antiga Índia de esconder o lado esquerdo do corpo, considerado impuro. *Detalhe: Antes de introduzir o dedo médio da mão direita dentro da parte direita do odyuzu, torcemos meia-volta o terço, assim, cruzando as contas, elas se unem mais facilmente entre nossas mãos. Também é assim que tradicionalmente se usa.

Utilizando o odyuzu desta forma e se colocando em postura de devoção, estará num só ato demonstrando consciência em eliminar todos os males e praticar todo o bem conforme o seguimento dos ensinamentos budistas.

Conto sobre a origem do Odyuzu

Na antiga Índia, existiu um rei chamado Haruri. Certa vez ele fez a seguinte pergunta a Buda:

"Em meu pequeno país não chove há muito tempo. Estamos sendo assolados pela seca e fome. Devido a isso as pessoas estão com muita dificuldade para se dedicarem à prática budista. Por favor, nos ensine algum tipo de prática que mesmo diante desta difícil situação possa ser realizada". Buda respondeu da seguinte forma:

"Grande Rei, se desejar extinguir as paixões mundanas e realizar a prática budista, faça uma enfiada com 108 contas, carregue sempre consigo e a cada oração recitada passe uma conta adiante. Se após fizer isso por 200.000 mil vezes e seu sentimento ainda não se transformar, ao menos receberá um alívio celestial. Se fizer isso 1.000.000 de vezes, após isso terá encontrado um estado em que não mais será atingido pelo sofrimento."

Na antiguidade, os praticantes do budismo usavam o odyuzu para contar as súplicas que faziam diante de uma imagem. Acreditavam que cada súplica extinguia uma das paixões mundanas que possuíam. De acordo com essa crença o ser humano se aproximaria do estado de Buda, concretizaria a iluminação de uma forma simples e rápida. Porém, na realidade as paixões mundanas não se acabam dessa forma.

Por outro lado se usarmos corretamente o odyuzu, unindo as mãos em postura de devoção (Gasshou), sentiremos que essas paixões (108) mundanas estarão espremidas entre os Budas (contas maiores). Cada súplica e oração feita com fervor, fará com que o nosso Buda Primordial interior interfira nas nossas paixões mundanas ocasionando uma transformação aguda em nosso ser. Isto é, nos tomaremos em indi víduos que não só pensam em si próprio, mas como também que têm capacidade de ter compaixão pelos outros.

Portanto, o importante é buscar essa transformação usando o odyuzu em nossas orações, e nos esforçarmos na prática diária da oração do Namumyouhourenguekyou, porque, diminuindo as nossas paixões mundanas, diminuirão também todos os nossos sofrimentos.

Cuidados

Hoje em dia o odyuzu não é mais usado para contar as súplicas, mas sim para nos motivar ao máximo nossa dedicação às orações. O mestre Nissen Shounin, ao invés de contar as contas nos ensinou a marcar a quantidade de orações de acordo com o tempo. Ou seja, em 30 minutos podemos orar 1000 Odaimoku (Namumyouhourenguekyou) e em 5 horas, 10.000 Odaimoku. É também nesse ritmo que normalmente oferecemos as orações.

Como o odyuzu é um objeto de extrema importância para nós budistas, devemos tomar cuidado com o seu zelo e manuseio também. Segue abaixo alguns cuidados:

- Guardá-lo sempre num porta-odyuzu, ou invólucro especial para carregá-lo.
- Nunca guardá-lo em bolsos abaixo da cintura.
- Não colocá-lo diretamente em cima de um assento.
- Sempre que adquirir um odyuzu solicitar a consagração a um sacerdote.
- Utilizá-lo com as mãos limpas.
- Não esquecer de utilizá-lo nas orações.
- Se não tem um odyuzu, esforçar-se para ter. (é preciso ser um fiel budista)
- Não utilizá-lo como amuleto. O alvo de adoração sempre será a Imagem Sagrada.
- Utilizá-lo sempre com todo cuidado e respeito e, outros cuidados que naturalmente deve-se ter quando sabe-se que é uma peça importante para a prática budista e que representa a determinação de todo o devoto budista.

Ba Gua

Ba Gua (pinyin) ou Pa Kua (八卦) é a representação de um conceito filosófico fundamental da antiga China, sua tradução literal significa oito trigramas ou oito mutações.

Pode ser representado como um diagrama octogonal com um trigrama situado em cada lado.

Os trigramas podem ser dispostos segundo diferentes arranjos, assumindo diferentes significados, os mais importantes são a disposição do Céu Primordial e a disposição do Céu Posterior.

O conceito ba gua não se aplica apenas à filosofia Taoísta Chinesa e ao I Ching, mas é também fundamental em outros domínios da cultura Chinesa, como o Feng Shui 風水, as artes marciais chinesas, e a navegação.

Ir para: navegação, pesquisa
Ba Gua: arranjo do Céu Primordial
Ba Gua: arranjo do Céu Posterior

O princípio das "Oito Mutações"

Os oito trigramas

O diagrama do Pa Kua representa formalmente os princípios das "Oito Mutações". Este conhecimento pode ser utilizado e adaptado à compreensão de qualquer tipo de situação, considerando que estas estão sempre em mutação assim como a própria natureza.

Observando os trigramas como indicações de oito caminhos que se abrem a partir de cada situação, é possível avaliar o desenvolvimento de uma determinada questão sob oito perspectivas diferentes. A partir destas referências cada pessoa pode escolher melhor os seus próprios caminhos.

É importante ressaltar um significado implícito à símbologia que o bem está contido no mal, o mal está contido no bem e essas forças antagonicas são opostas e complementares, existindo dentro de todos nós e sendo guiadas pelo discernimento.

[editar] Ba Gua 八卦 (Oito Trigramas)



卦名
Nome
卦像
Trigrama
自然
Natureza
性情
Personalidade
家族
Família
方位
Direção
Qian Trigramme2630 ☰.svg 天 Céu 健 Criativo 父 Pai Noroeste
Dui Trigramme2631 ☱.svg 泽 Lago 悦 Alegria 少女 Filha mais nova Oeste
Li Trigramme2632 ☲.svg 火 Fogo 麗 Aderir 中女 Filha do meio Sul
Xun Trigramme2634 ☴.svg 風 Vento 入 Suavidade 長女 Filha mais velha Sudeste
Zhen Trigramme2633 ☳.svg 雷 Trovão 動 Incitar 長男 Filho mais velho Leste
Kan Trigramme2635 ☵.svg 水 Água 陥 Abismal 中男 Filho do meio Norte
Gen Trigramme2636 ☶.svg 山 Montanha 止 Quietude 少男 Filho mais novo Nordeste
Kun Trigramme2637 ☷.svg 地 Terra 順 Receptivo 母 Mãe Sudoeste

[editar] O conceito original

Fu xi situa o Ba Gua entre as interações nascidas na tradicional filosofia do Yin/Yang da seguinte maneira:

    • 无极生有极, 有极是太极,
    • 太极生两仪, 即阴阳,
    • 两仪生四象: 即少阳、太阳、少阴、太阴,
    • 四象演八卦, 八八六十四卦.
Caracteres chineses Hànyǔ pīnyīn Tradução em português
无极生有极, 有极是太极, wújí shēng yǒují, yŏují shì tàijí O Ilimitado (Wuji) gera o Delimitado, este é o Absoluto (Taiji)
太极生两仪, 即阴阳; tàijí shēng liǎng yí, jí yīn yáng O Taiji gera duas formas, nomeadas yin e yang
两仪生四象: 即少阳、太阳、少阴、太阴, liǎng yí shēng sì xiàng : jí shǎoyīn、tàiyīn、shǎoyáng、tàiyáng, As duas formas geram quatro fenômenos, chamados pequeno yang, grande yang (Taiyang também representa o Sol), pequeno yin, grande yin (Taiyin também representa a Lua).
四象演八卦, 八八六十四卦 sì xiàng yǎn bāguà, bābā liùshísì guà Os quatro fenômenos geram oito trigramas (ba gua), oito vezes oito são sessenta e quatro hexagramas.

O Rei Wen da Dinastia Zhou escreveu que:

"No início havia o Céu e a Terra. Céu e Terra se uniram e deram origem a tudo que existe no mundo.
O trigrama Qian representa o Céu, e o trigrama Kun representa a Terra.
Os seis trigramas restantes são seus filhos e filhas.

Lendas sobre a revelação do conhecimento do Ba Gua

Existem várias lendas sobre como o conhecimento do Ba Gua foi revelado aos seres humanos. A mais conhecida é a do imperador Fu Hsi, a quem também são atribuídas a invenção da escrita, do matrimônio, da arte da costura e os primeiros relatos sobre a Medicina Tradicional Chinesa.

Ao passear pelas margens do Rio Amarelo, aproximadamente em 3.000 a.c, Fu Hsi teria visualizado os oito trigramas no casco de uma tartaruga. Outra lenda se refere a um animal com corpo de dragão e cabeça de cavalo com os trigramas representados nas costas.

Fu Hsi teria percebido neles uma chave para explicar todas as coisas e os deixou como legado para os seus sucessores, que trataram de dar continuidade aos estudos sobre os trigramas elaborando o I Ching (O livro como o conhecemos atualmente possuiu três autores: o conde Wen, o duque Chou e o famoso filósofo Confúcio (Kung Fu Tsé).)

Além do I Ching outros aspectos da cultura tradicional chinesa foram estruturados a partir dos princípios revelados pelo Pa Kua, como a arte marcial chinesa Ba Gua Zhang, desenvolvida por Dong Hai Chuan no início do século XIX, e o Feng Shui.

O uso do Ba Gua como amuleto

Ba Gua

O Ba Gua assume também um significado religioso dentro da doutrina Taoísta, justificando o seu uso como amuleto pelos que seguem o Tao como religião.

No Ocidente, com a crescente divulgação do Feng Shui como um modo de harmonizar os ambientes e a vida de seus habitantes, o Ba Gua também passou a ser utilizado como um símbolo de proteção que acreditam poder ser usado para consertar aspectos não harmônicos de um determinado ambiente.

O Ba Gua e o Tai Chi

É comum encontrar nestes símbolos a imagem dos oito trigramas associada ao símbolo do Tai Chi, uma vez que estes trigramas têm sua origem nestas duas forças primordiais.

Técnicas de Kung Fu

GARRA DE ÁGUIA

Este estilo é inspirado nos movimentos da Águia em ataques contra suas presas. Assim como o estilo do Tigre, possui um longo treinamento para o fortalecimento dos dedos, só que com ênfase no polegar, indicador, médio e anelar, que adiantam-se curvados, formando o que aparenta ser a garra de uma águia. Em suas técnicas o estilo da aguia é especialista em torções, que na maioria das vezes antecedem um quebramento.

HISTÓRIA DO ESTILO GARRA DE ÁGUIA

A História do Garra de Águia começa com um garoto, órfão de pai, criado pela mãe viúva, Seu nome era O Fei.

Quando pequeno, O’Fei tinha um padrinho e professor chamado Chow, com o qual estudava caligrafia, literatura, matemática; Enfim, estudos em geral. Este professor foi aluno dos monges do Templo Shao Lin e além de outras coisas aprendeu diversas técnicas de Kung Fu, dentre elas os movimentos de Águia.

Naquela época não existiam escolas primárias. As crianças aprendiam as coisas básicas com os pais. Depois era contratado um professor particular, que lhes ensinaria todas as matérias. O’Fei começou os estudos com a mãe e os terminou com Chow, que o ensinou também os movimentos de Águia que havia aprendido com os monges Shao Lin. Em outras palavras, o estilo Garra de Águia tem origem no Templo Shao Lin, e foi aperfeiçoado por O’Fei, a quem chamamos de Fundador do Estilo Garra de Águia.

Já adulto, por volta de 1123 d.C., O’Fei tornou-se um General do exército chinês e treinava seus oficiais na prática do Kung Fu para que estes, por sua vez, ensinassem aos seus soldados. O’Fei foi um General bem-sucedido, excelente guerreiro, inteligente, disciplinado e justo.Após O Fei, coube ao monge Lai Tchin a responsabilidade de preservar a arte.

Lai Tchin, transmitiu o estilo para o Monge Tao Tchai, que ensinou ao Monge Fa San, que aprimorou o treinamento, acrescentando saltos e técnicas de perna, e também foi o primeiro monge a ensinar o estilo Garra de Águia fora do Templo Shao Lin, após o tempo de O’Fei.

Sob outro império Fa San ensinou à Lau Si Chang, natural de Hon Wen, norte da China. Lau Si Chang foi um dos maiores divulgadores do estilo Garra de Águia, pois também era general, e esses ensinamentos chegaram até o Grão-Mestre Lau Fat Moun, que passou ao seu discipulo Li Wing Kay, representante do estilo no Brasil desde 1971 quando chqgou aqui. Começou a praticar Kung Fu com sete anos de idade.

BÊBADO

Essa técnica situa em como se o praticante estivesse embreagado. Combina movimentos como tropeçar, balançar e cair exatamente como um bêbado. As mãos se posicionam como se estivesse segurando uma chicara chinesa ou um copo em que os bêbados tomam suas bebidas. O estilo do bêbado exige muita habilidade, flexibilidade pois usa-se chutes, voadoras, semi-mortais, rolamentos para confundir o oponente.

O praticante têm que ser rápido e fingir defesa enquanto está tentando atacar e apontando em uma direção mas atacando em outro. Vários graus de embriaguez são demonstrados por gamas diferentes de movimentos e expressões no olho.

HISTÓRIA DO ESTILO DO BÊBADO

A lenda conta que existiam oito imortais que dedicavam o tempo á pratica da meditação. Combinavam as técnicas antigas de Yoga Chinesa (Kai Men / Chi Kung) obtendo habilidades extraordinárias.Com o passar do tempo eles aprenderam e desenvolveram técnicas avançadas como o estilo bêbado.Estes oito grandes mestres aprenderam a dominaram o controle da energia (Chi Kung em seu nível mais avançado).

Dentro deste grupo havia uma monja que era hábil no manejo de todas as técnicas de pernas que se desenvolveu através da Chi Kung marcial.

Este estilo foi levado ao templo Shaolin para ser ensinado aos alunos mais avançados. Após a destruição do Templo Shaolin vários monges escaparam e se esconderam em aldeias, e para não serem reconhecidos trocavam seus nomes e se vestiam como mendigos. Em cada aldeia deixavam ensinamentos que os aldeões os melhoravam adaptando a seus custumes e estruturas físicas. Nessas transformações surgiu o estilo do bêbado do sul da China, que não é tão vistoso e sim efetivo na luta, nesse momento nasce o bastão do mendigo do sul, nome dado em honra a um monge que caminhava pelas aldeias fazendo-se passar por mendigo cego e que manejava seu bastão com grande habilidade.

O estilo do bêbado com o tempo foi aperfeiçoando, mas perdia sua essência por ser um estilo difícil de aprender e executar. Todos estamos aptos para esta tarefa, mesmo sendo necessária uma preparação física, mental e espiritual muito refinada.

Este estilo se destaca pela habilidade de enganar o inimigo ultilizando o desequilíbrio, giros, saltos, esquivas e acrobacias, ultilizando a força do oponente confundindo-o.

As técnicas são ultilizadas com energia interna desde o Tan Tien, força do abdomem, quadris e ombros, que se combinam para lançar golpes de punhos e pernas seguidos de rasteiras.

A finalidade do estilo é manter o corpo em bom estado no plano físico para transformar e armazenar energia (Chi Kung) que é usada em níveis mais avançados.

À prática do estilo bêbado é um conjunto de técnicas altamente refinadas, e por isso é considerada como o limite máximo do plano físico dos lutadores .

HISTÓRIA DO CHIN 'NA

Chin'Na é a arte de lutar agarrando e controlando o oponente. Suas raízes vêm do Tien Hsueh (ataque aos pontos vitais) e Shuai Chiao (luta que consiste em lançar o oponente), que datam de milhares de anos atrás - muito antes do moderno Aikido de hoje e do Jiu-Jitsu serem organizados na sociedade moderna.

Chin'Na Shaolin é a mãe de todas as artes que agarram. Desde que os monges de Shaolin se comprometeram com uma vida de não-violência as técnicas de Chin'Na eram uma forma importante de defesas para eles.Permitiria neutralizar o ataque de um oponente sem o golpear! Embora o Chin'Na tenha sido usado de uma forma ou de outra por muitos anos, os monges de Shaolin o transformaram numa arte ao invés de somente técnicas.

O Chin'Na é uma técnica altamente efetiva que é ensinada atualmente as polícias em todo o mundo. No início de 1600 os funcionários do governo buscaram métodos mais coercivos para subjugar os criminosos sem os matar. O Chin' Na evoluiu em um sistema completo de capturar e deter, que foram desenvolvidos na dinastia Ch'ing (1644-1911 d.C.). Foi quando o Chin'Na se tornou parte do programa de treino básico para o exército chinês e policia da província.

O Shuai Chiao é uma forma de lutar na qual é combinada a força física com a técnica para lançar os oponentes de uma posição parada. O Chin'Na usa manipulação para lançar o oponente. Chin'Na é usado para imobilizar qualquer parte do corpo de uma posição em pé ou de uma posição no chão.

Ao contrário da convicção popular, o Chin'Na trabalha no chão. Na realidade é melhor no chão do que de pé porque não há como o oponente se esquivar, uma vez que suas articulações foram imobilizadas.

O Chin'Na não tem formas, só técnicas de apresamento básicas e avançadas (Tsouh Guu - deslocando os ossos) executadas com muitas variações. Acrescente a isso,técnicas de dividir o músculo/tendão (Fen Gin) impedindo a respiração (Bih Chi), impedindo ou bloqueando a veia/artéria (Duann Mie), pressionar a artéria, e pressionar as cavidades (Tien Hsueh), e você tem um sistema extremamente efetivo de controlar seu oponente. Na realidade, é um sistema muito científico baseado nos movimentos mecânicos.

Em geral, dividir o músculo/tendão, deslocar o osso e algumas técnicas de impedir a respiração são relativamente fáceis de aprender, e a teoria que os envolve é fácil de entender. Já bloquear a veia/artéria e cavidades são técnicas altamente avançadas que exigem conhecimento detalhado do local onde são aplicadas. Estas técnicas podem causar a morte, assim o instrutor deve ser muito cuidadoso a quem passar este conhecimento.

Chin'Na ("Chin" significa apresar, agarrar, Na significa controlar) é uma técnica Chinesa muito antiga, desenvolvida principalmente pelos monges Shaolin e aperfeiçoada posteriormente pelo famoso guerreiro Yeuh Fei, que visava principalmente o controle e domínio do adversário, sem ser necessário matá-lo

CHOY LAY FUT

Choy Lay Fut: Técnica conhecida por desferir de movimentos rápidos e flexíveis, com as pernas e mãos. Este estilo surgiu da união de três monges com quem Chan-Heung o aprendeu, e por isto ele deu o nome de seus Mestres ao estilo.

HISTÓRIA DO ESTILO CHOY LAY FUT

A mais de um século atrás, um jovem chamado Chan-Heung, que amava as artes marciais, já havia tido uma profunda formação nestas artes sob a paciente orientação de um monge Shaolin, Choy-Fok, que o apresentou para um famoso artista marcial chamado Lay Yau-Shan. Chan-Heung então o seguiu para aprender o kung fu de Lay-Kar Kung Fu, que era renomado por sua ferocidade na luta e movimentos rápidos.

Por oito anos Chan-Heung aprendeu os fundamentos daquele estilo. Como Choy-Fok e Lay Yau-Shan estavam satisfeitos com seu progresso e suas conquistas, e como tinham mente aberta, eles o encorajaram a percorrer um longo caminho para a montanha Bak-Pai que ficava na China central, para seguir um monge chamado "Monge Grama Verde" para aprender o sofisticado estilo "Palmas de Buda" e seu astuto e poderoso golpe com a palma da mão.

Depois de pedir muito, Chan-Heung foi aceito pelo Monge Grama Verde, e sob as suas instruções adquiriu mais conhecimentos sobre arte marcial.Quando Chan-Heung voltou para casa, de Bak-Pai, suas habilidades no Kung Fu eram soberbas e seu talento começou a ser admirado.

Como a arte de Chan-Heung englobava o ensinamentos de seus três professores e também suas próprias descobertas e experiências, ele estabeleceu um novo estilo de arte marcial que era único e completo. Para popularizar sua nova arte torná-la fácil de se identificar, Chan-Heung a chamou de "Choy Lay Fut".

Porque ele escolheu este nome?

A principal razão foi que Chan-Heung queria expressar o seu respeito e gratidão aos seus professores. Era exatamente este o espírito de "respeito por seu professor" que era sempre enfatizado no Kung Fu Chinês. Chan pegou o primeiro nome de seu primeiro e segundo professor: "Choy" e "Lay" respectivamente como as duas primeiras palavras, já que o seu terceiro professor, "Moge Grama Verde", tinha abandonado seu nome original devido, a sua devoção ao monastério e Chan usou a palavra "Buddha" (Fut) que era a religião que o monge pregava e a colocou como a terceira palavra do nome de usa arte. As três palavras, "Choy", "Lay" e "Fut" juntas se tornaram um estilo de Kung Fu chinês que veio para o presente e se tornou o mais popular estilo entre os praticantes.

DRAGÃO

O Dragão é um animal mistico com poderes incríveis sobre o céu e a terra. É conhecido por suas formas de ataques e defesas fechadas e pegadas muito perigosas e destrutivas, como ataques ao joelho, tornozelo, juntas e cotovelo. Os movimentos são longos, contínuos e coerentes.

HISTÓRIA DO ESTILO DO DRAGÃO

A origem deste estilo enigmático é freqüentemente questionado, muitos estudiosos dizem que o estilo teve origem nos anos 1750 - 1800 e foi desenvolvido pelo monge Budista tailandês - Yuk.

Durante um festival chamado Yue Shen, para qual vinha lutadores de Kung Fu de toda a China, Yuk conheceu Lan Yiu Kwai que fazia demonstrações neste festival. Yuk lhe diisse que o seu Kung Fu era bonito mas não tinha uso pratico. A Monja Lan ao ouvir isso ordenou que 11 estudantes o atacassem, mas os mesmos não foram capazes nem de tocar Yuk.

Impressionada ela própria o ataca e ordenou também que seus estudantes atacassem novamente. Mas desta vez Yuk derruba todos os estudantes menos Lan. Diante desta pura demonstração de Kung Fu a monja Lan cai ao pé de Yuk e pede que a aceite como discípulo.

Yuk aceitou e começou a ensinar a Monja que se tornou um dos "5 tigres de Cantão" e Yuk ficou conhecido como um Mestre de Dragão. Este estilo é conhecido por defesas e ataques fechados e "Mok Kiu" (entrelaçar os braços). Possui cinco formas que mostram o poder do Dragão, que são conhecidas como: NGAN (olhos), SUN, (mente), SAU ( palma), YIU (cintura), MA (posição de cavalo).

O praticante precisa dominar estas cinco formas que correpondem externamente a Oração, Ar, Fogo, Água e Terra e internamente ínicio, espirito, respiração(Chi), fluência e estabilidade interior.

Quando o praticante domina estas cinco formas associadas externa e internamente ele está apto a perceber o poder do Dragão.

TREINAMENTO

O treinamento deste estilo é complexo, pois utiliza diversas transições de posições. Em aprendendo os movimentos, o estudante golpeará duro em bloco,fazendo com que o seu corpo fique fortalecido. Este estilo tende a desenvolver exaustivamente o Chi (Energia Interna).

FEI HOK PHAI

O Fei Hok Phai, o Estilo da Garça Voando, é caracterizado na linha Shaolin do Sul pelos movimentos da Garça, que são ágeis, harmoniosos e perigosos. Nesse estilo também são realizados movimentos do dragão, serpente, tigre , elefante, leão, macaco, leopardo e raposa

HISTÓRIA DO ESTILO FEI HOK PHAI

Para chegar a origem do estilo Fei Hok Phai temos que retornar ao século XVII em meados do ano 1650, com a invasão Manchu já concretizada e a dinastia Ming expurgada e a dinastia Ching instalada. A cultura e a religião chinesas foram mantidas nos mosteiros, principalmente o mosteiro Shaolin na província de Honan, que se transformou também em foco de rebelde que lutavam pela restauração da dinastia Ming.

Graças a um informante, o imperador Manchu K’ang-hsi descobriu essa conspiração e mandou um exército destruir o templo shaolin deste morticínio escaparam cinco monges que foram responsáveis pela restauração do templo shaolin e das suas técnicas. Destes monges dois são de grande importância para nós: Fong Si Yui e Hung Hei Kun. Foi por intermédio destes monges que surgiram os estilos da garça e do tigre: Hok Phai e Hung Gar.

Alguns anos depois, em Kwantung (Cantão), encontramos Hung Kei Kun (herói do cantão). Ele foi um dos maiores lutadores que a china conheceu. Criador do estilo Hung, Hung Kei Kun se notabilizou por inúmeros campeonatos vencidos e lutadores derrotados, Hung Kei Kun ensinou sete discípulos especializando-os numa determinada técnica, destas sete técnicas, cinco são muito importantes para nós, são elas:

- Hung ká

- Lao ká

- Choi ká

- Lei ká

- Mo ká

Estas cinco técnicas foram aprendidas por um chinês de cantão, que após imigrar para Hong-Kong se transformou num dos grandes expoentes desta nobre arte do Kung Fu. Esse chinês é Chiu Ping Lok (Lope Chiu) foi o introdutor destas cinco técnicas compiladas num único estilo denominado Fei Hok Phai.

Mestre Lope, também aprendeu a arte de Tai Chi Chuan e Hatha Yoga, dessa forma no Fei Hok Phai há uma mistura da escola interna Nei Chia com a escola externa Wai Chia.

GARÇA BRANCA

Garça Branca conhecido por seus movimentos ágeis de chutes, torções e ataques perigosos.

HISTÓRIA DO ESTILO DA GARÇA BRANCA

O sistema Pai Ho de Kung Fu (Garça Branca) foi originado na Dinastia Ming (1368-1644), por um lama Tibetano, Adato (Orddoto, Atatuojun, Ah Dat Ta, etc.), nascido em 1.426 antes de Cristo no começo do reino Hsun Chung na dinastia Ming. Adato estava meditando pacificamente no outro lado da montanha do Tibete, e durante sua meditação ele, avistou uma elegante Garça Branca, aquecendo-se ao sol quando, subitamente, um macaco selvagem apareceu da floresta próxima e atacou a Garça agarrando-a pelas asas.

O pássaro estava assustado, mas este fugiu do ataque do macaco e vingou-se usando seu longo bico para bica-lo.Seguiu-se uma batalha violenta. O macaco que era normalmente considerado ativo e ágil não era par para a Garça. Adato observou a luta muito atentamente.

Ele estava fascinado pela esperteza exibida pelos dois animais. A luta terminou completamente por um tempo e o macaco estava começando a demonstrar sinais de cansaço quando subitamente, como um raio, o bico da Garça golpeia um dos olhos do macaco que proferiu um grito agudo de dor enquanto o sangue fluía do olho danificado.

O macaco começou a saltar e fugiu para o abrigo na floresta de onde havia saído.

No início da luta, Adato apenas observou mas não pensou muito sobre ela. Porém, quando ele observou mais atentamente, começou a notar que os dois animais usavam métodos diferentes de luta e que suas técnicas eram sistemáticas e meticulosas. Os movimentos da Garça Branca eram particularmente evasivos, anulando cada movimento de ataque do macaco, não importando a velocidade em que eram desferidos.

Depois de observar os movimentos de luta dos dois animais, Adato formou um sistema de técnicas de punhos e pernas em sua mente. Como resultado de muita experimentação e prática, o Kung Fu Garça Branca começou a se formar.

Após terminada a pesquisa e analise, foram criadas 8 (oito) técnicas fundamentais dos movimentos naturais da Garça Branca e adotado alguns jogos dos pés do macaco. Adato incorporou as técnicas novas ao arsenal marcial que ele havia aprendido no templo e a isto deu o nome de "O rugir do leão", mais tarde o estilo foi renomeado para Kung Fu Pai Ho ou Pak Hok no dialeto cantonês.

O Kung Fu da Garça Branca é conhecido como a arte Imperial durante a dinastia Ching (1644-1912), porque os guardas reais treinaram o Kung Fu Garça Branca para proteger a família real. Também é considerado como um dos mais elegantes e bonitos estilos do Kung Fu Chinês.

Com o passar dos séculos, o Kung Fu Garça Branca teve muitos mestres famosos que o desenvolveram em vários sistemas diferentes: Lama Pai, Hop Gar, o Rugido de Leão, Pak Hok, Si Jih Hao, Garça Branca e Lama Kung Fu.

Nos anos entre 1.850 e 1.865 durante a dinastia Ching, o grande Monge Hsing Lung Lo Jung, um dos primeiros discípulos de Adato, viajou para o sul da China com seus quatro discípulos monges Ta Chi, Ta Wei, Ta Yuan e Ta Chueh. Eles começaram a propagar as técnicas de mãos da estrela cadente e estilo do norte de Kung Fu segundo seu atual título de estilo "Pai Ho".

O grande Hsing Lung e seus quatro discípulos estavam enclausurados no mosteiro Lótus, na montanha Ting Hu, do distrito de Chao Ching, Kwang Tung. Foi lá que o Monge Hsing Lung aceitou quatro alunos, os quais não eram monges, e passou para eles os segredos do Kung Fu Pai Ho. Esses quatro discípulos eram Wong Yan Lam, Chan Yun, Chou Heung Yuen e Chu Chi Yiu. Depois um outro, chamado Wong Lam Hoi, se juntou aos quatro. Wong Lam Hoi era irmão de sangue de Wong Yan Lam e era de Nan Hai distrito de Kwang Tung.

Eles foram os cinco grão-mestres que ficaram responsáveis pela propagação do Kung Fu Pai Ho no Sul da China, logo após sua criação. Os seguidores acima mencionados como os cinco grão-mestres, haviam nomeado Ng Siu Chung como o principal expoente do estilo Pai Ho.

Uma estatueta do Buda feita de ouro foi dada juntamente por Wong Yan Lam e Chu Chi Yiu à Ng Siu Chung. Esta estatueta foi herança do estilo Pai Ho e somente o grão-mestre do estilo estava incumbido da responsabilidade de guardá-la. Naquele tempo, Ng Siu Chung tornou-se o guardião ou timoneiro do estilo Pai Ho de Kung Fu. Os grão-mestres Chan Yun e Chou Heung Yuen morreram cedo. A tarefa de propagação da arte marcial Pai Ho estava principalmente sobre Wong Yan Lam e Chu Chi Yiu.

Chan Hak Fu (Chen Ke Fu): Um dos mestres mais famosos de Kung Fu Garça Branca, apresentou ao mundo sua organização: a Federação Internacional de Kung Fu Pak Hok (White Crane) na Austrália em 1972. Ele abriu suas escolas em Hong Kong, Macau, Austrália e vários locais nos Estados Unidos, como Nova Iorque, Califórnia, San Francisco etc.

O monge Ah Dat Ta, eventualmente, ensinou o estilo a outro monge do templo esse monge era o grande Sing Lung o qual, mais tarde, ampliou o sistema criando as técnicas de mãos da estrela cadente (Lau Sing Kuen). Muitas técnicas dentro da forma Fei Hok Sau (mãos de garça voadora) estavam extremamente avançadas para principiantes e assim a divisão "punhos da estrela cadente" foi criada para conter as formas mais básicas.

Elas são: Luk Lek Kuen (Forma das seis forças), Chuit Yap Bo Kuen (Forma avançar e recuar o passo), Tit Lin Kuen (Forma da cadeia de ferro), Siu Ng Ying Kuen (Forma dos cinco pequenos animais), Tin Gong Kuen (Forma da ursa maior), Lo Han Kuen (Forma de Bodhisattva, Santo Budista), Siu Kam Kongo Kuen (Forma do pequeno diamante), Tai Kam Kongo Kuen, (Forma do maior diamante), Tai Ng Ying Kuen (Forma dos cinco grandes animais), Kun Na Sau Kuen (Forma de agarramento com as mãos), Tsui Ba Hsien Kuen (Forma dos oito imortais bêbedos), Tsui Lo Han Kuen (Forma de Bodhisattva bêbedo), Lo Han Chut Dong Kuen (Forma Bodhisattva encerra a caverna), Kuai Jih Kuen (Forma do Bandoleiro), Lo Han Yi Sap Sei Jang Kuen (Forma de vinte e quatro cotovelos de Bodhisattva) e Tsui Kam Kongo Kuen (Forma de diamante bêbedo).

Os movimentos das formas acima são principalmente circulares e muito compactos. Porém, essas são, portanto, as principais formas do estilo. As técnicas mais avançadas são as formas:

· Mui Fa Kuen (Forma da flor de ameixa), a execução dessa forma simboliza a flor de ameixa abrindo suas pétalas, mostrando sua beleza (conhecimento) e perfume (Chi), e incorpora a essência dos movimentos da garça combinados com o Kung Fu clássico.

Fei Hok Sau (Mão de garça voadora), essa forma foi dedicada a todo o nível fundamental das técnicas de luta do sistema Pai Ho e estava composta de ambos os golpes de punhos e técnicas de mãos abertas.

· Nei Lah Sau, essa forma foi dedicada às técnicas de luta avançadas e estava composta de agarramento e técnicas de torções. Com especialização em combate nos pontos vitais do oponente.

Dou Lo Sau, essa forma é fundamental no Kung Fu Pai Ho e está inclusa na forma intitulada "Agulha envolvida no algodão".

Min Loi Jam Kuen (Forma agulha envolvida no algodão), essa forma é um pouco do Kung Fu estático que enfatiza a função da mente. A mente controla os movimentos do corpo e membros. De modo que a forma "agulha envolvida em algodão" pode ser considerada, de certa forma, Kung Fu interno o qual é o ponto de partida para os mais altos estágios de trabalho interno chamado "trabalho interno Pai Ho". Aquele que é bastante preparado para praticar estes trabalhos internos será capaz de usar sua mente para controlar não só a respiração mas também a circulação sangüínea e o metabolismo do corpo, executando, dessa forma, em perfeita harmonia com o universo.

Além das formas mencionadas acima são realizados movimentos como técnicas complementares das formas do macaco (Hou Chuen), do tigre (Fu Jiao), do leopardo (Pao Ch'uan), do dragão (Long Chuen) e da serpente (She Chuen).

O estilo Pai Ho (garça branca) também utiliza armas em suas formas. No total são mais de 10 (dez) as principais armas ensinada no estilo Pai Ho. São elas: Bastão normal (Shang Kuan Shu), Nunchaku de duas partes (Lan Tih Kuan), Facão de gume simples (Tan Tao Kuen), Faca de borboleta (Wu Tip Tao), Lança de uma ponta ou uma cabeça (Tan Tou Ch'iang), Gancho orelha ou cabeça de tigre (Hu Tou Kou), Facão em forma de meia-lua ou facão de Kwan Kun (Kuan Tao), Nunchaku de três partes (San Tih Kuan), Punhal duplo (Erh Pi Shou), Garfo de três pontas - tridente com bastão (San Ch'a Kuan) e espada simples e dupla (Chien Tao).

AS OITO CARACTERISTICAS DO ESTILO PAK HOK

O espirito ou filosofia do estilo Pai Ho (Pak Hok) de Kung Fu Shaolin está baseado em 8 (oito) características: Chan, Shang, Chuan, Tsieh, Hok Pu, Hok Chuei, Hok Sau e Hok Kou Sau.

A primeira característica, Chan, significa literalmente forma de crueldade. Entendemos que o objetivo fundamental das artes marciais é a auto-defesa. Para fazer isso, é necessário estar mentalmente preparado. O praticante precisa ter um espírito de lutador para o qual não há limite, seja qual for o estilo de arte marcial, será de alguma ajuda.

A segunda característica, Shang, significa literalmente formas de esquivas, inclui movimentos rápidos de esquerda e direita, avançando e recuando, pulando e esquivando. Em resumo, deve-se evitar o uso de força brusca para enfrentar o golpe do oponente. A idéia é a de que se o oponente é mais forte do que você é, e você tentar interceptar ou bloquear seu golpe com força brusca, você não estará na melhor posição.

Mas se você desviar ou esquivar, então não importa o quanto seja violento ou forte o golpe do oponente, ele perderá seu impacto quando alcançar o pico deste momento. Você estará em vantagem em fração de segundos para revidar.

A terceira característica, Chuan, são formas de perfuração e penetração. A idéia é a de ataque no momento e no ponto onde o oponente menos espera. Essas características significam o espírito da perfuração ou penetração através de um espaço de tempo.

A quarta característica, Tsieh, são formas de interceptar. Há quatro maneiras de interceptação, duas são rígidas e flexíveis e duas são de mãos e de pernas. A interceptação rígida é para deter o golpe do oponente antes ou após ele tê-lo lançado de maneira que o oponente não possa golpear o alvo. Interceptação flexível é para anular o impacto do golpe do oponente por desviar o curso do impacto e fazer o oponente perder o seu equilíbrio, se possível.

Interceptar com as mãos dificulta o ataque do seu oponente em todos os planos (superior, médio e inferior). O oponente está, deste modo, em um dilema e ele provavelmente precisará retirar-se. Sob essas circunstâncias você empurra para frente ao avança a postura e tem seu oponente sobre controle. A vitória não tardará se você estiver decidido.

A quinta característica, Hok T'ui Bu, que significa postura da garça sobre uma só perna, essa postura seria derivada do Muy Far Chong (um termo cantonês), que é um sistema de treinamento em cima de tocos de madeira. Essa técnica exige um maior grau de habilidade pela dificuldade em se manter o equilíbrio e se baseia em métodos e técnicas para fortalecer os tendões.

A sexta característica, Hok Chuei, corresponde ao golpe mais poderoso do Kung Fu Pai Ho: o bico de garça, no qual todos os dedos se unem na ponta para aplicar ações de bicar nas partes vulneráveis do oponente, principalmente os olhos.

A sétima característica, Hok Sau, quer dizer bloqueio rápido executado com as palmas das mãos abertas no formato das asas da garça.

A oitava característica, Hok Kou Sau, é baseada no ataque, bloqueio e esquiva reunindo força e agilidade, executados com o pulso em forma de gancho ou pescoço da garça.

HUNG GAR

Hung Gar é um dos principais estilos de Kung Fu. O estilo Hung Gar é formado por cinco técnicas principais:dragão, serpente, tigre, leopardo e garça. O estilo é caracterizado com base de pernas e mãos fortes. Sua pricinpal característica é a utilização do ataques e defesas ao mesmo tempo.

HISTÓRIA DO HUNG GAR

Surgiu na Dinastia Ching, no ano de 1734, época em que o imperador Yung Jing Ordenou a destruição dos Templos Shaolin .

Depois da destruição dos templos, somente cinco monges sobreviveram ao massacre, sendo eles: NQ Mui, Gee Sin, Pak Mei, Miu Hin, Fung To Tak.

Desses sobreviventes, o monge Gee Sin teve como discípulo um rapaz de nome Hung Hei Kun, que mais tarde construiu um novo templo Shaolin onde ensinava o Kung Fu nos moldes tradicionais, sendo o seu estilo conhecido mais tarde como Hung Gar (Familia Hung).

Nos ultimos cem anos em Cantão, região Sul da China, existiram dez mestres que se destacaram por sua habilidade inigualavel.

Por alcançarem grande fama, chegando a ser conhecidos como os Dez Tigres de Cantão. Dentre eles, cinco eram eram mestres de Hung Gar: Tii Kiu San, Sou Rak Fuú, Wong Fei Hung.

O introdutor do estilo na America do Sul e Brasil, foi o Mestre Lee Hon Kay(Li Hon Ki).

KUNG FU SHAOLIN

Kung Fu Shaolin é conhecido por movimentos tanto rígidos, suaves, compactos, rápidos e sólidos. São todos realizados em posturas naturais e flexiveis juntamente com o trabalho de pernas firme e leve. No Shaolin Kung Fu, é necessário ser: hábil, discreto, corajoso, rápido e prático.

SOBRE O ESTILO SHAOLIN KUNG FU

O Kung Fu Shaolin é assim chamado em virtude de ter sido criado no Monastério Shaolin nas montanhas Song (Songshan), no munícipio de Degfeng, na província de Henan. Ao redor destas montanhas existem muitos lugares de interesse histórico como túmulos antigos, pagodes, placas de pedra com inscrições de templos construidos em diferentes épocas. Dentre as muitas relíquias, o Monastério Shaolin é parcialmente preservado e o mais famoso.

O Monstastério Shaolin teve uma história turbulenta. Foi seriamente afetado por incêndios em três guerras, sendo o primeiro incêndio na Dinastia Sui, o segundo na Dinastia Qing e o terceiro e catastrofico em 1928, quando o fogo destruiu valiosos documentos que relatavam o estudo do desenvolvimento do Shaolin Kung Fu

Não há evidências conclusivas de quem criou o Shaolin Kung Fu, nem quando foi criado. Algumas pessoas dizem que foi desenvolvida por Bodhidharma, um monge indiano que veio a China 30 anos depois de Batuo, outros dizem que a prática iniciou-se antes de Bodhidharma. Mas estudiosos dizem que o Shaolin Kung Fu não deve ser atribuido a uma só pessoa, pois foi criado e desenvolvido pelos monges do monastério ao longo dos anos, com base em formas populares antigas.

LOUVA A DEUS

O inseto cuja aparência é de maior devoto do mundo, tem que ser o Louva-a-Deus. Com as patas dianteiras costumeiramente posicionadas de forma a sugerir as mãos juntas de um devoto, ele se tornou o inseto mais referido em todas as artes marciais. Esse inseto se tornou tão venerado, não por causa da sua aparente aura de religiosidade, mas por causa de sua reconhecida ferocidade, combatividade e tenacidade de vida. Há trezentos e cinqüenta anos um mestre de luta, Wang Lang, exaltava a pequena mas ativa criatura, criando o estilo Louva-a-Deus de auto defesa.

SOBRE O ESTILO LOUVA A DEUS

Wang um notável guerreio que tinha habilidades com espada foi ao Templo Shaolin e publicou um desafio aos monges para testar suas habilidades contra ele em duelo amigável. Devido á sua insistência, o monge mestre permitiu a Wang que um monge novato foi enviado para lutar contra ele.

Para a surpresa e vexame de Wang, ele foi decisivamente derrotado por um noviço. Se isolando nas montanhas Wang estava determinado a provar suas habilidades aos monges.

Ele treinou diligentemente seu estilo "Caminho da Espada" (Tsien Tao) enquanto constantemente se exercitava e fortalecia seu corpo. Ele voltou ao monastério convencido que estava pronto a mostrar aos monges sua superioridade. Os monges aceitaram mais uma vez o convite para testar suas habilidades.

Novamente ele enfrentou o monge mais novo. Com um sentimento de entusiasmo ele venceu o jovem monge principiante. Derrotou ainda outro monge, de baixa graduação, e outro de categoria mais elevada. Wang estava começando a sentir confiança em sua invencibilidade, até que enfrentou o monge mestre. Com a ordem Shaolin observando, Wang não foi capaz de tocar o mestre. Novamente, para tratar de seu corpo e do seu orgulho ferido, Wang desapareceu na floresta para contemplação. Um dia, enquanto descansava debaixo de uma árvore, Wang ouviu a longa nota aguda de uma cigarra em um galho baixo no arbusto acima dele. Olhando para o alto, Wang reparou em um frágil e com aparência quase quebradiça Louva-a-Deus engajado em uma luta de vida ou morte com a grande cigarra.

A cigarra estava fazendo o máximo. Sua cabeça contra o Louva-a-Deus quase o imobilizava com sua tenacidade. Foi quando o Louva-a-Deus reagiu com ferocidade usando sua forte virada de patas e mordendo a boca para agarrar a robusta cigarra e desfaze-la da posição em que estava.

O carnívoro Louva-a-Deus consumiu a sua vítima. Altamente impressionado com o que vira Wang decidiu capturar o inseto vitorioso e então observar os seus movimentos defensivos e ofensivos. Usando um graveto de pequeno comprimento ele cutucava e provocava o Louva-a-Deus em todas as direções. Invariavelmente o Louva-a-Deus, com sua cabeça capaz de virar para qualquer direção, se defendia quando provocado de frente ou de costas. O perseverante inseto tornou-se a inspiração de Wang para o seu novo sistema de combate.

Com cuidado meticuloso, ele ordenava os movimentos defensivos e ofensivos do inseto em umaarte de luta humana. Ele a dividiu em três principais categorias: Peng Pu, método importante de bater ou tirar o antagonista de seu balanço; Lan T’seh, usado para restringir ou reduzir a força do oponente; e Pa Tsou, a defesa "oito cotovelos".

Depois de sua preparação pessoal, ele finalmente acreditou que estava pronto para testar seu novo estilo de luta contra o mestre dos monges. Armado com seus movimentos inspirados no Louva-a-Deus, Wang extraordinariamente derrotou o mestre dos monges com suas táticas de inseto selvagem nunca antes usadas por um homem.

Os monges aceitaram respeitosamente a sua derrota, mesmo com surpresa, e procuraram aprender o novo e estranho sistema. A palavra de sua vitória se espalhou pelas províncias. Wang Lang era o novo herói das artes marciais. Sendo logo rodeado por discípulos. O sonho das artes marciais de Wang Lang foi finalmente realizado. Sua escola de auto defesa do Louva-a-Deus se tornou extremamente proeminente no Nordeste da China, considerada por alguns como sendo a maior durante seu tempo de vida.

O venerável Wang morreu anos mais tarde, feliz e famoso mestre de luta. De qualquer forma, sua cuidadosa herança do estilo Louva-a-Deus se dividiu na dinastia Ch’ing quando quatro discípulos, cada um desejando fazer inovações e se desligaram da escola fundadora. O Mestre Louva-a-Deus disse então que seus desejos poderiam ser satisfeitos com uma condição, que cada discípulo nomeasse seu sistema individualmente, de acordo com as marcas das costas de um Louva-a-Deus capturado por cada um.

Um tinha a aparência do símbolo Yin-Yang (Tai T’si), outro parecia com uma flor de ameixa (Mei Hua) e no outro um conjunto de marcas que tinham a aparência de sete estrelas (Tsi T’sing) .

Houve um Louva-a-Deus que não tinha marca aparente. Este estilo ficou conhecido como estilo despido (estilo sem marca - Kwong P’an).

LOU HAN

O estilo Louhan Quan foi criado por monges no Templo de Shaolin a partir da observação das diferentes posturas e expressões das estátuas do Templo e da meditação. Eles acrescentaram a essas posturas as habilidades de combate. No período contemporâneo vivia Mestre Miao Xing,que tinha sido chamado "Ouro Arhat ". Ele era um nativo de Dengfeng na Província de Henan, e soube das habilidades de combate como também estando apaixonado por artes literais, especialmente Budismo.

Ele trabalhava e praticava a o budismo e artes marciais. Depois ele viajou ao longo do país e reuniu muitos mestres de Wushu. Desse modo ele dominou as artes marciais de estilos diferentes. Vários anos depois Miao Xing raspou a cabeça para se tornar monge do Templo de Shaolin, mas continuou a praticar a arte marcial no tempo excedente.

Uma vez ele foi visto praticando a arte marcial pelo abade do templo que o elogiou e lhe ensinou o Shaolin. O abade também ensinou para Miao Xing o estilo de Lou Han.

Sempre que surgiam desafiantes para enfrentar as artes marciais de Shaolin, o abade designaria Miao Xing para enfrentar. E sempre Miao era o vencedor, assim foi ganhando o respeito entre outros monges. Eventualmente Miao foi promovido a supervisor do templo e foi requisitado que ensinasse as artes marciais a outros monges. Depois da morte do abade, Miao Xing o sucedeu e também serviu como o chefe de Shaolin. Ele teve uns 5.000 discípulos monges e 200 discípulos leigos. Em 1939, Mestre Miao Xing faleceu com a idade de 58 anos.

CARACTERÍSTICAS DO ESTILO LOU HAN

Bodhidharma foi o introdutor da filosofia Cha`n (Zen) e transmitiu técnicas de exercícios internos e respiratórios além de métodos inéditos de artes marciais aos monges que viviam no Monastério Shaolin. Com os conceitos do Wu De (virtude marcial) ele deu um novo rumo às artes de guerra do oriente, utilizando-as também para a elevação espiritual dos seus praticantes.

O Templo Shaolin foi o berço de praticamente todos os estilos de luta originários do oriente, bem como um dos maiores centros de desenvolvimento do budismo na China. Nele se originaram todos os estilos de Wushu Chinês que se espalharam por todo o território da antiga China, inclusive o sistema Lou Han (guardião de Buda).

O Shaolin Wushu tem características únicas, e resíduos de seus movimentos podem ser encontrados em praticamente todos os estilos de Wushu. Suas origens provém da tradições budistas do Monastério, religião que exige dos seus praticantes grande disciplina e controle físico e emocional.

Os monges também obtiveram suas experiências em campos de batalha e o Shaolin Wushu obteve características militares. A forma embrionária do Shaolin Wushu são as 18 mãos de Lo Han, técnica criada pelo patriarca Bodidarma e batizada em homenagem aos seus dezoito principais discípulos, sendo que 16 deles eram indianos e somente dois chineses.

Seus movimentos são lineares, compactos, poderosos, simples, com técnicas voltadas para o combate real. Em todo o momento é trabalhada a energia interna Chi, projetando a força para a frente e utilizando-se da do adversário.

LEOPARDO / PANTERA

Leopardo: O principal golpe do leopardo é um punho veloz e penetrante, semelhante a uma machadada, para atacar pontos vitais e costelas. Sua técnica desenvolve a força muscular e a velocidade. Os movimentos são rápidos, poderosos e procuram a imobilização.

SOBRE O ESTILO DO LEOPARDO / PANTERA

Desenvolvido pelo monge Mot, o estilo do leopadro vem da familia do estilo do tigre e é usado para desenvolver velocidade e força. Esse estilo tem movimentos não ortodoxos, ritmo quebrado, e técnicas rápidas. Sua característica principal é o ataque com o punho de maneira rápida e veloz.

MACACO

Macaco: Estilo do norte de Kungfu chinês e é considerado por muitos ser um dos estilos mais incomuns e não ortodoxos das artes marciais. É composto dos movimentos, características, e o espírito dos macacos. Este estilo é muito forte nas pernas e saltos.

SOBRE O ESTILO DO MACACO

A história de Ta Sheng Homens, ou Kung Fu de Macaco começa próximo ao fim da Dinastia Ching (1644-1911), quando um lutador do norte da China, Kou Sze estava preso por matar um aldeão. O castigo para esse crime era morte ou prisão perpétua. Para salvar Kou Sze de qualquer penalidade um amigo íntimo e influente conseguiu subornar o juiz para reduzir a pena de Kou Sze a oito anos de prisão. Para Kou Sze, a prisão se tornou uma bênção.

A prisão ficava situada em uma floresta nos arredores de cidade. Por um estranho destino a janela da cela dava de frente para um bosque de árvores altas que abrigaram uma colônia de macacos tagarelando brincando e balançando de árvore em árvore.

Fascinado pelas artimanhas brincalhonas dos macacos entre a árvore, Kou Sze gastou horas os observando todos os dias no hábitat natural deles. Ele cuidadosamente estudou o comportamento deles em situações diferentes, e depois de longos anos era capaz de distinguir as características diferentes dos macacos.

Depois de categorizar cada macaco por sua habilidade e técnicas, Kou Sze percebeu que estas ações eram compatíveis com o Tei Tong , um Kung Fu que ele tinha aprendido de infância. Kou Sze decidiu combinar então este o Tei Tong com os movimentos de macaco.

O fim do termo de prisão dele marcou o verdadeiro começo da arte de Ta Sheng (o Grande Salva). Kou Sze nomeou este macaco especial que luta em honra de Sol Wu Kung, o Rei de Macaco legendário na Viagem de folclore "chinesa para o Oeste ". Kou Sze fundou a arte de Ta Sheng em vários princípios de manobras que incluem agilidade, agarrar, cair e saltar.

Através do estudo cuidadoso dos hábitos do macaco Kou Sze pôde destiguir as reações dos macacos e os categoriza-los em cinco personalidades diferentes, criando as cinco formas do macaco:

O Macaco alto

O Macaco de madeira

O Macaco Perdido

O Macaco de Pedra

O Macaco Bêbedo

Esse estilo foi passado de geração em geração até que o Mestre Chat de Cho Ling decidiu passar no inteiro Arte de Pekkwar e todas as cinco formas do macaco e ensinou a Paulie Zink que passou ao seu amigo intimo Mestre Michael Matsuda.

Um grande mestre tambem que conheceu esta arte do Macaco foi Wang Lang, criador do sistema Louva-a-Deus, que aproveitou algumas características do macaco para aperfeiçoar o seu estilo.

SHAOLIN DO NORTE

Shaolin do Norte - Pek Siu Lum ou Bei Shaolin - é um estilo de Kung-Fu originário do mosteiro budista de Shaolin ("Floresta Jovem"), no norte da China. Segundo os registros históricos, é um dos mais completos dentre os estilos originários do mosteiro.

Este estilo enfatiza técnicas avanços rápidos e retiradas, posições largas, chutes altos, rapidez, agilidade e ataques agressivos.

SOBRE O ESTILO SHAOLIN DO NORTE

Os movimentos do Shaolin do Norte foram criados com base nos animais e elementos da natureza. O Estilo Shaolin do norte é composto de onze katis, divididos em dois grupos: cinco curtos e seis longos. Sua prática que todas as partes do corpo, foram desenvolvidas para aumentar a resistência, força, velocidade, equilibrio e elasticidade, além de aprimorar a capacidade de concentração e respiração. O estilo também envolve o combate livre e técnicas de quebramento, possibilitando uma evolução maior do praticante através de exercicios altamente elaborados e de eficiência logamente comprovada.

O Shaolin do Norte foi "trazido" ao século XX pelo grão-mestre Ku Nei Chang (também conhecido como Ku Lu Zan ou Ku Yu Cheung), herdeiro direto das técnicas ensinadas aos monges desde o século VI d.C.

Mestre Ku, foi viajou ao longo do norte da China para aprender o máximo dos sistemas de Kung Fu do Norte, e aprendendo estes estilos ele o organizou e fez com que o estilo fique conhecido como é hoje.

Mestre Ku Nei Chang foi professor de Yang Sheung Mo. que por sua vez teve como seu principal aluno Chan Kowk Way, introdutor do estilo no Brasil (1960).

SERPENTE DIVINA

O estilo Shen She Chuen (serpente divina) originou-se na província de Fujien quando um Monge do Templo do Bambu ministrou a Hsu Yin Fong uma técnica particular do templo chamada Hok She Tchu (união da Garça e da Serpente).

SOBRE O ESTILO DA SERPENTE DIVINA

Após a morte do Monge Hsu estas técnicas foram aprimoradas e em homenagem ao Monge, o estilo foi batizado de Shen She Chuen, que significa "Punho da Serpente Divina", uma vez que o Ideograma "Shen" para os chineses significa Deus.

Consiste em defesa e trabalha movimentos ofensivos com apunhalar e movimentos de espada cortantes. Há foco na velocidade dos giros e movimentos de corpo contínuos.

O estilo Shen She Chuen é executado com as mãos esculpindo a cabeça de uma serpente em uma mistura de "duro" e "suave". Contando com movimentos lentos e suaves, o adversário pode surpreender-se com sua flexibilidade, velocidade e força, desde que bem concentrado chi (Energia Interior).Seu objetivo nos ataques é a busca dos pontos vitais como olhos, garganta, plexos, vão entre as côxas e abdômem.

O estilo chegou ao Brasil em 1980 sob supervisão do Mestre Hu Chao Tien, discipulo e filho do Mestre Hu Shi Wen. Hoje o estilo tem a supervisão do Mestre Dani Hu (Hu Chao Hsil), filho do Mestre Hu Chao Tien. "O Punho da Serpente" possui seis fases afim de desenvolver os cinco conceitos do estilo, que são:

- Velocidade: atacar com batidas rápidas e inesperadas, usando passos rápidos, ágeis e leves;

- Envolvimento: a curta distância, envolver os membros do oponente confundindo suas posturas e usando-as a seu favor. Quando a longa distância, aguardar a abertura de uma postura adequadamente contida;

- Surpresa: atacar em diferentes ângulos continuamente;

- Saltos: para trás ou para os lados, evitando ataques desnecessários e não comprometendo os membros principais para locomoção e equilíbrio;

- Fuga: quebrando o contato e escapando quando o golpe não obtiver a penetração adequada;

É representado no Brasil por Dani Hu que começou a praticar o estilo com seis anos de idade em Macao, um porto territorio português no Mar da China.

SHUAI CHIAO

O Shuai Chiao é considerado a forma mais velha de kungfu chinês. É mencionado como "Chiao Ti" em textos que se referem mais de 3000 anos atrás.

O lutadores de Shuai Chiao necessitavam usar capacetes grandes, e também de movimentos de braço abertos e rápidos. Isso fez o estilo se tonar poderoso.

Shuai Chiao foi usado como treino básico para soldados na China por milhares de anos. A arte é projetada para sobrevivência nos caos do campo de batalha. Nesta arte são usados lançamentos poderosos, projeções e lutas de chão.

Durante os séculos, o Shuai Chiao se manteve fiel as suas raízes, e ganhou sofisticação. O Shuai Chiao moderno é chamado freqüentemente de "aplicação de Tai Chi Chuan" com as mesmas técnicas evasivas misturando e superando então, a força de um ataque. A ênfase para o iniciane é nos métodos de lançamentos.

Os estudantes de Shuai Chiao também praticam chutes e perfuração do oponente. A maioria dos lançamentos clássicos é seguido de uma perfuraração, ou seja, agarrando um ataque ou chute e usando um ponto de partida para o contra-ataque. O Shuai Chiao ainda combina um pouco de "chi-na ", e estas características fazem está arte antiga, um forma muito efetiva de autodefesa em tempos modernos.

WING TSUN

O Wing Chun tem sua origem como um sistema de arte marcial chinesa durante a dinastia Ching, e cujas as idéias básicas foram formuladas pela monja budista do templo Siu Lum (Shao Lim), Ng Mui.

SOBRE O ESTILO WING CHUN

Com bastante experiência em todos os tipos de pugilismo da época, Ng Mui era reputada como ‘’ lutador número um’’ do templo e famosa por sua grande habilidade no mui fah jong, aparelho de treino utilizado para aperfeiçoar a postura e o equilíbrio. O sistema em desenvolvimento que seria chamado mais tarde de Wing Chun não fora ensinado ou mostrado por Ng Mui a outros monjes ou possíveis alunos do templo. Acredita-se na possibilidade de Ng Mui criar este estilo para que fossem treinados rebeldes em um espaço de tempo mais curto que os demais estilos do templo.

Ng Mui incorporou características da garça e da serpente, tais como a agressividade de maneira precisa e o emboscar para a captura da presa. Ng Mui viajou no anonimato, trabalhou como simples membro de uma companhia de ópera chinesa até chegar ao mosteiro Tai Lung, onde se fixou.

Nesse mosteiro continuou sua prática, e conheceu uma jovem chamada Yim Wing Chun que havia aprendido algumas artes marciais Siu Lum, por ter seu pai treinado num templo próximo a Cantão, local que tivera que deixar devido a problemas com o império de Ching. Yim por ser uma mulher bela, chamava a anteção, até que um dia Wong, exigiu casar-se com ela, que já comprometida recusou-se.

Wong não gostando disso travou uma luta com o pai de Yim machucando-o muito. Foi então que Yim Wing Chun buscou auxílio com Ng Mui e esta decidiu ensinar-lhe o sistema de luta que havia criado. Yim Wing Chun passou a treinar sem descanso. No dia em que Wong apareceu para levá-la, Yim Wing Chun o desafiou para uma luta. Rindo, Wong lhe disse para dar o primeiro ataque.

A jovem lutadora sem ficar intimidada, desferiu então um único soco no peito de Wong e este caiu por terra. Registrou-se que mais tarde o tirano faleceria em consequência do ferimento interno causado por aquele soco.

Mais tarde, Yim Wing Chun casou-se com quem estava comprometida, Leung Bok Chau. Este praticava artes marciais, porém achou que a habilidade que a mulher apresentava era muito superior aos estilos conhecidos e quis praticar o sistema ao qual deu o nome de "Wing Chun" em homenagem à esposa.

HISTÓRIA DO WU SHU MODERNO

Liu Yu, nascida na China, foi membro da equipe profissional Jiangsu Wushu. Ela se graduou na Universidade de Educação Física de Beijing e tem bacharelado em artes marciais chinesas. Hoje é árbitro qualificada internacionalmente, certificada pela Federação Internacional de Wushu (IWuF na sigla em inglês) e sétimo Dan de Wushu, certificada pela CWF. Ela foi treinadora da equipe americana de Wushu de 1997 a 1999 e arbitrou no Campeonado Mundial de Wushu em 1995. Atualmente Liu Yu é a Presidente do Wushu Taichi Center em San Lius Obispo, California.

Muitas pessoas, inclusive que praticam artes marciais chinesas, ainda se perguntam o que é Wushu. Wushu é a palavra mandarim para artes marciais, e é a expressão usada na China. Os ocidentais estão mais familiarizados com o termo Kungfu que na verdade se traduz literal e simplificadamente como “habilidade”. Wushu é um esporte tradicional chinês que se atenta tanto para exercícios externos como internos, com movimentos de luta e seus principais conteúdos. O Wushu inclui o Taolu (rotinas de exercícios) e Sanshou (luta).

O Wushu Moderno, ou o que as pessoas chamam de Wushu Contemporâneo, é baseado nas artes marciais chinesas tradicionais. Entretanto o Wushu Moderno só foi criado nos anos 1950. O Presidente Mao determinou que o velho deveria servir ao novo e instruiu os mestres tradicionais de Wushu a criar um esporte novo para a sociedade socialista moderna.